Moradores das casas atingidas pelo incêndio de grandes proporções registrado na manhã de quarta-feira (4/6), no bairro da Cremação, em Belém, precisam de doações. Ligiane Lopes e o filho dela, Alexandre Almeida, estão entre as vítimas afetadas pelo sinistro, que ocorreu na passagem Santa Lúcia, entre a travessa Três de Maio e a passagem Albi Miranda. Ao todo, sete casas foram atingidas, sendo que cinco tiveram perda total e outras duas foram parcialmente danificadas. Não houve mortes.
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Segundo a Defesa Civil, 22 pessoas foram afetadas pelo sinistro, sendo que 16 estão desalojadas porque tiveram que sair temporariamente de suas casas, mas estão abrigadas com parentes ou amigos; duas estão desabrigadas – perderam completamente suas casas e não têm onde ficar no momento e quatro pessoas continuam nas residências que sofreram apenas danos parciais e permanecem habitáveis.
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A autônoma Ligiane falou que está morando provisoriamente na casa de uma amiga. “A gente tem um período para a gente se organizar e ir atrás do auxílio-aluguel, que ainda está em fase de processo. Desde manhã estou na rua buscando a minha documentação, que preciso ter para resolver essas coisas”, contou.
Ela também relatou ter recebido algumas doações. “Já chegou cesta básica, kit higiene, falaram que está vindo roupa”, disse. “Toda a ajuda que estamos recebendo, guardamos aqui (na casa da amiga) para dividir com os vizinhos que também perderam as coisas deles e não conseguiram salvar nada. A gente tem uma rede de apoio muito grande com os nossos vizinhos, amigos e familiares. O pessoal da minha faculdade está ajudando bastante com a divulgação da campanha de arrecadação das doações”, afirmou o filho de Ligiane.
Alessandra Cristina, de 36 anos, mora no local e utiliza a casa como ponto de recebimento de doações. Ela conta que também é possível ir até a passagem Santa Lúcia e procurar pelos vizinhos, que vão indicar onde podem ser colocadas às doações. “Quem quiser ajudar pode contribuir com roupa, alimentos, até mesmo em dinheiro, porque a perda foi total. Ficaram (moradores) só com a roupa do corpo. O apoio de todos, até mesmo psicológico, é essencial nesse momento. Temor que estar por perto ajudando o próximo”, ressaltou.
Para quem quiser ajuda, doações de qualquer valor podem ser enviadas para PIX (91) 98953-6175, Alexandre Lopes Almeida.
De acordo com as autoridades, o incêndio iniciou entre 6h30 e 7h. A ocorrência mobilizou equipes da Defesa Civil do município, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), a Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e também a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) que prestaram apoio imediato às famílias afetadas.
Conforme o CBMPA, a suspeita é de que um possível curto-circuito em uma fiação elétrica pode ter ocasionado o episódio. A perícia será realizada no local para esclarecer o real motivo do início do incêndio.
Assistência social
A Funpapa também está presente no local realizando um trabalho de acolhimento e orientação às famílias vitimadas pelo incêndio, principalmente quanto aos critérios para o encaminhamento de benefícios emergenciais. Já a Seaster aguarda relatório socioeconômico da Secretaria Municipal de Assistência Social para que as vítimas recebam o pagamento de benefício eventual, que é pago por um período de três meses, no valor de um salário-mínimo, e busca amparar famílias que passam por dificuldades momentâneas.