Justiça ordena internação de menor por estupro coletivo em Copacabana após comprovação de emboscada
A Justiça aplicou a medida de internação ao adolescente, com proibição de atividades externas nos primeiros seis meses
A Vara da Infância e da Juventude da Capital determinou a medida de internação para o adolescente envolvido no estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A decisão da juíza Vanessa Cavalieri estabeleceu que o jovem não poderá realizar atividades externas por um período inicial de seis meses. A sentença fundamenta-se no planejamento de uma emboscada contra a vítima, de 17 anos, com quem o adolescente mantinha relacionamento.
Outros quatro homens adultos também são investigados pela participação no crime.
Para a fundamentação da medida, a magistrada utilizou o depoimento da vítima, considerado detalhado e compatível com os exames médicos que registraram agressões físicas, como socos e chutes, praticadas pelo grupo e pelo adolescente. Foram aplicadas as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para casos de violência contra mulheres, que observam a complexidade da prova de ausência de consentimento em crimes sexuais sem testemunhas. O depoimento da jovem foi colhido uma única vez e compartilhado entre as esferas cível e criminal para evitar a repetição do relato do fato.
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O adolescente, que é aluno afastado do Colégio Pedro II, responde ainda por uma segunda denúncia de estupro coletivo. No caso ocorrido em 31 de janeiro, a jovem de 17 anos relatou que aceitou um convite do ex-namorado para sair e, ao chegar ao imóvel, encontrou os amigos dele. De acordo com o G1, conforme o depoimento, ela “consentiu apenas em fazer sexo com o ex e que, diante da insistência dele, concordou que os outros assistissem”, porém, após todos se despirem, o grupo passou a violentá-la.
A segunda denúncia envolve uma menina que tinha 14 anos na época do ocorrido. Ela afirmou ter sido convidada pelo adolescente para um apartamento onde estavam outros homens, entre eles Mattheus Veríssimo Zoel Martins, investigado também no caso de Copacabana. A vítima relatou que sofreu agressões e foi estuprada por ao menos três homens. Segundo o depoimento, o ato foi filmado e as imagens foram divulgadas posteriormente.
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