Homem que se passava por policial militar é preso em Belém
Suspeito tinha três mandados por homicídio
João Paulo dos Santos, de 25 anos, foi preso na semana passada no bairro do Mangueirão, em Belém, após se passar por policial militar. Durante a abordagem realizada por agentes da Polícia Militar, os policiais descobriram que o homem não integrava a corporação e que possuía três mandados de prisão em aberto pelo crime de homicídio no município de Parauapebas, no sudeste do Pará.
De acordo com a PM, João Paulo estava foragido do sistema prisional desde 25 de maio de 2025, quando rompeu a tornozeleira eletrônica. Segundo a corporação, ele utilizava fardamento da Polícia Militar para tentar evitar abordagens.
“Durante a abordagem, encontramos alguns documentos da polícia. Ao ser questionado, ele disse que era policial militar. Quando começamos a fazer a busca pelo nome do nacional, não constatava como policial militar. Ele estava com quebra de monitoramento. Justamente por esse motivo ele usava a farda da PM para ludibriar qualquer tipo de abordagem”, explicou o tenente-coronel Sérgio Lima, da Polícia Militar.
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Ainda segundo o oficial, a suspeita é de que o homem tenha deixado Parauapebas para tentar se esconder na capital paraense. “Com certeza, a polícia devia estar atrás dele por lá e, então, ele veio para Belém para tentar se esconder aqui”, afirmou.
Nas redes sociais, João Paulo, que é natural de Macapá (AP), publicava fotos exibindo armas de grosso calibre e imagens ao lado de viaturas da Polícia Militar. Durante a abordagem, os agentes também encontraram com ele fardamentos da PM.
Após a prisão, o suspeito foi apresentado na Seccional da Marambaia. Em nota, a Polícia Civil informou que ele foi autuado por tráfico de drogas. Com ele, foram apreendidos 18 petecas de substância análoga à cocaína, um par de algemas, um simulacro de arma de fogo, um colete à prova de balas e dois pares de uniformes da Polícia Militar do Pará.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que João Paulo está sob custódia do sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.
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