Ex-namorado de jovem morta em Ananindeua alega que pediu apenas ‘castigo’ e não execução
Após ser preso nesta quinta-feira (16), o suspeito apresentou sua versão sobre o assassinato
A morte de Maysa Caroline Leal de Souza, de 26 anos, ganhou novos desdobramentos após a prisão de seu ex-namorado, que foi capturado no município de Bragança, nesta quinta-feira (16). Em entrevista à imprensa, o suspeito apresentou sua versão sobre o assassinato e negou ter sido o mandante do crime. Maysa foi executada com sinais de tortura no bairro do Curuçambá, em Ananindeua.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que não teria ordenado a execução da jovem, alegando que sua intenção inicial seria apenas que ela sofresse um ‘castigo’. “Eu pedi pro pessoal só pra ser cortado o cabelo dela. Só isso. Mas, quando chegaram lá, pediram pra ela dar a senha do celular e descobriram que ela tava passando informação para polícia. Aí foi que rolou o ‘decreto’ e aconteceu isso com ela”, declarou.
O homem mencionou que o desentendimento com Maysa teria sido motivado por uma suposta traição. “Ela me traiu. Foi por isso que eu pedi isso. Mas eu não mandei matar”, disse. Ele ainda afirmou que a vítima teria se relacionado com um conhecido dele e citou outras pessoas que, segundo ele, teriam participação no caso.
O suspeito também disse que não presenciou o crime e que soube do ocorrido por meio de uma amiga da vítima. “Eu não tava lá. Quem me avisou foi a Duda, que é amiga dela. Ela falou que tinham matado ela. Depois, disseram pra ela avisar a mãe da Maysa, mas que não era pra chamar a polícia. Era só para levar a mãe que eles iam entregar o corpo”, relatou.
Ao ser questionado sobre o motivo de não ter procurado imediatamente a polícia, ele alegou medo de ser responsabilizado. “Eu fiquei com medo da mãe dela pensar que fui eu que mandei matar. Mas eu não mandei. Eu só falei pra cortar o cabelo dela. Só que, na hora, disseram que ela tava passando informação pra polícia”, afirmou.
Sobre a fuga para Bragança, o suspeito afirmou que deixou a Região Metropolitana de Belém por receio de ser preso. Ele confirmou que possui familiares na região do Salgado, onde acabou localizado pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o homem é apontado como um dos envolvidos no caso e segue à disposição da Justiça. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem). “Um suspeito foi detido e encaminhado para os procedimentos legais.”
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