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Companheira de mulher morta estrangulada em Soure é presa suspeita de participar do crime

Maria Laura Pantoja Brandão, de 21 anos, foi morta dentro da própria residência

O Liberal

A companheira de uma jovem assassinada em Soure, no Marajó, na madrugada de quarta-feira (1º/4), também foi presa por suspeita de participação no crime. Inicialmente tratada como vítima e testemunha, a mulher teve a versão contestada ao longo da investigação e acabou autuada em flagrante junto com o principal suspeito do homicídio. A prisão da dupla ocorreu poucas horas após a morte de Maria Laura Pantoja Brandão, de 21 anos, que foi estrangulada dentro da própria residência.

Os suspeitos foram encaminhados para a delegacia após uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar. O homem, de 24 anos, é apontado como o autor do assassinato de Maria Laura. Segundo as investigações, o suspeito foi localizado e detido pela polícia.

A companheira da vítima também foi levada à delegacia, inicialmente na condição de testemunha, sob a alegação de que teria presenciado a ação e sido agredida. No entanto, conforme a apuração avançou, os relatos apresentados por ela passaram a apresentar inconsistências.

O caso

Maria Laura foi morta estrangulada com uma corda enquanto dormia em casa com a companheira dela. No relato inicial à polícia, a companheira da vítima contou que o imóvel foi invadido pelo suspeito. As forças de segurança foram acionadas, mas Maria Laura chegou morta ao Hospital Municipal de Soure.

“A guarnição da Polícia Militar conseguiu prender o suspeito do crime logo após o fato. A companheira da vítima foi conduzida como testemunha do crime, já que ela presenciou toda a ação do homem, que também a agrediu. De acordo com os relatos, após invadir a casa, o homem exigiu aparelhos celulares e utilizou uma corda que estava no local para amarrar Maria Laura pelos pés e mãos. Em seguida, aplicou a corda no pescoço da mulher, provocando o estrangulamento. A companheira da vítima informou, em depoimento, que tentou intervir e foi agredida com um soco no rosto e também sofreu tentativa de estrangulamento”, detalhou o delegado Pedro Silva, responsável pelo caso.

Após o crime, o homem, que possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo, foi visto fugindo do local, mas foi preso por uma guarnição da Polícia Militar.

“Durante as nossas investigações, conseguimos identificar que o entorpecente e os aparelhos celulares estavam escondidos na residência em que o suspeito estava hospedado, onde foram apreendidos 11 petecas de maconha, 28 petecas de crack e um aparelho celular. Outros dois telefones foram apreendidos com uma mulher, que confessou em depoimento que comercializava drogas e que já havia vendido entorpecentes ao homem anteriormente, confirmando que a droga apreendida lhe pertencia", informou o delegado.

O delegado Pedro Silva acrescentou que os agentes identificaram elementos que fundamentaram a prisão em flagrante da companheira da vítima. “Ela se colocou, inicialmente, como vítima da ação do sujeito, mas seu relato apresentou contradições e comportamentos incompatíveis”, detalhou.

De acordo com a polícia, a mulher colaborou materialmente com o agressor, ajudando a retirar a motocicleta de dentro da residência. Além disso, o exame de corpo de delito indicou que ela tinha lesões produzidas por instrumento contundente, com marcações compatíveis com asfixia ou meio cruel, indicando que ela esteve em contato físico direto com a dinâmica violenta do crime.

“De acordo com todas as situações apuradas pela autoridade policial, foi possível concluir a existência de indícios suficientes de participação da companheira da vítima no homicídio, procedendo à sua autuação em flagrante. O delegado responsável pelo caso já representou pela prisão preventiva de ambos os presos e o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, com solicitação de necropsia à Polícia Científica do Pará para complementar as investigações”, informou o delegado Felipe Silva, titular da Superintendência Regional dos Campos do Marajó.