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Trabalhadores do ramo do turismo estão na expectativa da chegada do verão Amazônico

A cheia do Tapajós transforma a paisagem existente na frente da vila balneária conhecida por praias de águas límpidas e areias brancas

Ândria Almeida

Após queda no movimento provocado pela cheia histórica do Rio Tapajós, trabalhadores do ramo de turismo da vila balneária de Alter do Chão, localizada a 37 km da zona urbana de Santarém, vivem a expectativa do retorno ao movimento turístico com a descida do rio.

A cheia do Tapajós transforma a paisagem existente na frente da vila balneária conhecida por praias de águas límpidas e areias brancas. A imensidão de faixas de areias que trazem à tona a famosa Ilha do Amor e as extensões de pontas de outras praias, está tomada pelas águas do rio. A frente da vila também está imersa com água, o que dificulta o acesso dos turistas e, consequentemente, diminui o movimento.

O recuo do rio tem animado os trabalhadores do ramo do turismo. Para o catraieiro Limere Silva da Costa, com a subida do rio o movimento acaba caindo drasticamente. “No inverno as praias somem tudo e fica difícil. O faturamento também cai bastante. No tempo de cheia do rio eu lucro 70 por dia, já no verão eu tiro em torno de 450 por dia em travessias. A expectativa é que melhore bastante por agora, o rio já baixou muito”, enfatizou otimista.

Já para Thiago Reis, até dois meses atrás o movimento baixou tanto ao ponto de ser necessário mudar os dias e horários de funcionamento do lugar. Ele é atendente de um restaurante localizado bem em frente a orla de Alter do Chão e relata que recentemente o movimento melhorou. “Melhorou muito porque a água baixou e foi melhor para a gente. Daqui a pouco a água recua e tudo volta ao normal”, profetizou.

A influenciadora digital, Sara Sulamita, conta que mesmo no período de inverno Alter do Chão é a opção escolhida por ela nos finais de semana.

“Gosto muito de vir aqui, não influencia o rio está cheio, para mim é lindo de qualquer maneira. Fora que tem muitos restaurantes que servem uma boa comida”, detalhou.

Embora o período de inverno seja de baixa temporada, quem trabalha no ramo já está adaptado com essa fase do ano. Cleiton Comoretto Barcelos, dono de uma pousada, diz que a procura por hospedagem diminuiu 80% nesse período. “Ano passado estávamos fechados por conta da pandemia, então foi pior que esse ano, apesar da baixa procura”, disse.

O guia turístico André Ferreira Pinho, da Associação de Turismo Fluvial de Alter do Chão (ATUFA), conta que está com uma boa expectativa para o verão. “As praias já estão saindo, os turistas já estão fazendo muita procuração. Nossos clientes estão fazendo procuração já para datas de julho, agosto, setembro, outubro, então nós estamos com uma expectativa muito grande com essa, com esse aumento de procura”, relatou. 

Ele acredita que o verão vai cobrir o prejuízo dos meses parados em decorrência da cheia do rio. “Nós esperamos que esse verão vai vim com tudo, estamos numa ótima expectativa aqui em relação dos passeios que ficaram  esses tempos parados até devido a cheia e a pandemia. Estamos aqui prontos para receber um grande número de turistas”, enfatizou.

Ilha do amor submersa

As malocas onde funcionam os restaurantes da Ilha do Amor viraram um imenso ‘tapete’, formado pelos topos das malocas que estão totalmente submersas, formando um espetáculo à parte visto de cima. A empresária Suzete Lobato, que é dona de uma barraca nesta praia, conta que no local funcionam 18 barracas, mas que com a subida do rio elas são mudadas para a área do bosque, onde conseguem funcionar por um período maior, construindo assoalhos com um metro acima do nível do rio. Ainda segundo a dona Suzete, das 18 barracas da Ilha, nove fizeram a mudança. Dessas, cerca de 6 estão funcionando. Suzete está com sua barraca fechada por conta da cheia desde o mês de janeiro deste ano.

A cheia do Tapajós transforma a paisagem existente na frente da vila balneária conhecida por praias de águas límpidas e areias brancas (Ândria Almeida)

“Trabalho há 37 anos lá e sempre foi assim, agora é esperar a água baixar e reconstruir tudo outra vez”, falou

 

Pará
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