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Nova reitoria da Uepa promete grandes mudanças no quadriênio 2021-2025

Entre os principais objetivos, está o de ampliar alcance da instituição e de garantir condições de permanência dos estudantes

Ana Carolina Matos

O quadriênio 2021-2025 promete ser de mudanças na Universidade do Estado do Pará (Uepa). A nova direção, encabeçada pelo reitor Clay Chagas e a vice-reitora Ilma Pastana, teve um plano de campanha ambicioso que a levou à consagração entre os docentes, alunos e técnicos efetivos para encabeçar a lista tríplice. A decisão da maioria foi aprovada pelo governador Helder Barbalho e a nomeação oficial foi publicada no Diário Oficial do Estado, na última terça-feira (1º).

A chapa "Uepa Para Toda Gente" trouxe no próprio nome um dos principais projetos da gestão: ampliar o alcance da instituição, seja para a população, seja para a comunidade. Por conta disso, um dos maiores pilares da administração, que estabeleceu como meta principal 10 ações para 100 primeiros dias, é oferecer assistência aos estudantes.

Os professores avaliam que tão importante quanto facilitar o acesso ao ensino superior é possibilitar que os egressos tenham condições de continuar estudando. Por conta disso, a gestão já deu início à criação de um comitê permanente para tratar de um dos pilares das propostas: uma lei estadual de assistência estudantil, que deverá ser apresentada ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa (Alepa) para ser submetida à análise.

"Essa assistência estudantil envolve bolsa, a questão de alimentação, de moradia, que é uma coisa muito comum nos nossos campus. Sabemos que 47% dos nossos alunos não são originários da cidade que estudam, então eles têm mobilidade. E como 64% dos nossos alunos são de escola pública, grande parte desses alunos têm uma baixa condição financeira. Esse aluno chega lá, passa por privação, passa um ano e desiste", explica o novo reitor. A proposta, entretanto, não tem previsão de apresentação oficial e nem quando e de que maneira será implantada, caso seja aprovada.

Além da condução da Uepa ao lado do reitor, Ilma Pastana carrega ainda outra responsabilidade: é a primeira mulher negra a ser vice-reitora. Talvez por conta disso, a professora frequentemente ressalta a importância dos projetos de extensão universitária - ações interdisciplinares para integração entre a universidade e a sociedade - e de iniciativas de inclusão. 

"O MEC (Ministério da Educação (MEC) agora valoriza a curricularização da extensão, que passa a não ser mais só uma ação dentro dos projetos pedagógicos. Ela tem que existir. É um trabalho que nós vamos fazer junto à Prograd (Pró-Reitoria de Graduação) e aos cursos. A partir de agosto, essas ações de extensão também serão uma realidade. Onde nós estivermos, vamos estar lá com nossas ações levando toda a força da universidade", pontua. A vice-reitora explica que uma comissão também foi pensada para um estudo mais aprofundado sobre o ingresso de minorias, como a de indígenas e quilombolas, por exemplo. 

Nova reitoria conduz novidades para a gestão do quadriênio 2021-2025 (Igor Mota/ O Liberal)

O auxílio estudantil, inclusive, está diretamente ligado à permanência das minorias na instituição. A promessa da reitoria é de que haja vagas específicas reservadas para determinados grupos, entretanto ainda é preciso análises mais detalhadas sobre cada caso. "Dentro da população quilombola, por exemplo, temos hoje um especialista nessa área que está fazendo um estudo no sentido de abrir vagas específicas para o ano que vem. Mas quando falamos nessa população, a permanência dela é condicionada a uma bolsa. Então, tanto a população indígena, quanto a quilombola e ribeirinha, tem um amparo legal que nós precisamos dar condição. Não adianta você abrir, se você não der a condição da permanência", pontua o reitor.

Apesar da intenção e início de alguns trabalhos, não há planos efetivos de mudanças na política de cotas oferecidas pela universidade. "A gente vai iniciar um processo de trabalho pra tratar das questões das cotas raciais e das cotas interculturais, mas isso é uma coisa que ainda estamos iniciando o processo de estudo. Já estamos montando um núcleo de estudos da questão da diversidade para poder trabalhar melhor e levantar essas informações com mais qualidade", avalia Chagas.

Atuação ampliada

Os 21 campi da Uepa presentes em 10 das 12 regiões de integração do estado devem se tornar 23 ao longo da nova gestão. "Vão surgir novos campus da universidade. Parauapebas é exemplo disso, que terá um campus novo. Inclusive já está feita a ordem de serviço para iniciar um processo de construção, que deve começar a construção neste semestre. Já vamos fazer um vestibular especial para Parauapebas. Além disso, Ananindeua também terá um novo campus", comenta o reitor.

Para isso, a ideia é que novos concursos públicos sejam realizados para aumentar o efetivo técnico e de docentes, a partir de um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). "A universidade vem fazendo concursos pequenos, porque não temos cargos disponíveis. É preciso fazer esse PCCR para que a gente possa ter mais concursos e que entre mais professores. Com essa expansão, terá uma carência de professores. É uma meta das 10 ações", pontua Chagas, que ressalta que este ano a previsão é que apenas um concurso pequeno seja realizado.

Pará
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