Lucas Magalhães é absolvido por morte de Yasmin e condenado por crimes com arma de fogo
Tribunal do Júri de Belém inocentou réu das acusações de homicídio culposo e fraude processual
Lucas Magalhães foi absolvido, na noite desta terça-feira (25), da acusação de homicídio culposo e de fraude processual no julgamento pela morte da influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, realizado no Fórum Criminal de Belém.
Apesar da absolvição pelos crimes relacionados diretamente à morte de Yasmin, Lucas foi condenado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. A pena estabelecida pelo Tribunal do Júri foi de quatro anos e 10 meses de prisão.
Lucas, no entanto, não será preso. A pena será cumprida em liberdade, conforme definido na sentença.
O julgamento começou por volta das 8h30 desta terça-feira (25) e avançou pela noite, ultrapassando 12 horas de sessão. Ao longo do dia, foram ouvidas testemunhas, peritos da Polícia Científica e representantes do Ministério Público.
Também foram apresentados esclarecimentos e manifestações sobre as circunstâncias da morte de Yasmin.
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Durante a sustentação, o Ministério Público pediu a condenação de Lucas pelos crimes de disparo de arma de fogo e fraude processual, mas mudou a acusação relacionada à morte da influenciadora.
Inicialmente, Lucas respondia por homicídio por dolo eventual. No julgamento, o MP passou a defender a tese de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre em decorrência de imprudência, negligência ou imperícia.
A mudança na posição da acusação interferiu na etapa final dos debates. Por volta das 20h, ficou definido que a acusação, representada pela defesa da família de Yasmin, utilizaria o direito à réplica. Na sequência, a defesa de Lucas apresentaria a tréplica.
A réplica permite que a acusação volte a se manifestar após a defesa. Depois disso, os advogados do réu têm a oportunidade de apresentar a tréplica aos jurados antes da conclusão dos debates.
Sobre o caso
Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo morreu em dezembro de 2021, após desaparecer durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém. O corpo da influenciadora foi localizado no dia seguinte, 13 de dezembro.
Lucas Magalhães era o proprietário da embarcação utilizada no passeio, que reunia 19 pessoas.
Cerca de 11 meses após a morte da jovem, Lucas foi preso. Na época, ele respondia por homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.
Em março de 2023, porém, ele deixou a prisão por determinação da Justiça. Ao final da sentença desta terça (25), ficou definido que Lucas Magalhães cumprirá a pena de quatro anos e 10 meses pelo crime envolvendo arma de fogo em regime semiaberto.
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