Detran alerta motoristas sobre risco de conduzir veículo sem placa

De janeiro a até esta segunda-feira (13) foram 193 autuações

João Thiago Dias

Com o período de fortes chuvas no Pará, vários condutores acabam perdendo a placa do veículo ao arriscarem atravessar por algum ponto de alagamento. Muitas vezes, é possível recuperar, como na avenida João Paulo II, próximo da passagem Euvira, no bairro do Curió-Utinga, em Belém.

Neste trecho, muitos jovens do bairro ficam prontos para mergulhar na poça em busca da placa de motocicletas, carros e até caminhões. Eles cobram R$ 20 pela devolução. No entanto, em outras circunstâncias, o motorista acaba indo embora com prejuízo diante da perda.

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, conduzir o veículo sem qualquer uma das placas de identificação é infração gravíssima, resultando na perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa no valor de R$ 293 e apreensão do veículo flagrado circulando nesta condição. 

De janeiro até esta segunda-feira (13), foram feitas 193 autuações a veículos que estavam sendo conduzidos sem placa no Estado. De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran), o número inclui situações de ausência de placa dianteira, traseira ou as duas ao mesmo tempo. 

O administrador Rousinvert Francez, de 57 anos, evita vias alagadas após susto com perda do motor do carro (Ivan Duarte / O Liberal)

 

 

 

 

O coordenador de operações do Detran, Ivan Feitosa, conta que muitos flagrantes são decorrentes da falta de importância que os motoristas dão para a situação.

"A gente identifica que tem gente com má fé. Que perde em um dia, mas circula com o carro no dia seguinte mesmo assim. Vai para o trabalho desse jeito. A desculpa é que foi no dia anterior a ocorrência", contou.

"Se estiver sem placa, o imediato é regularizar a situação para evitar problema. Se perder, deve ser feito um boletim de ocorrência em qualquer delegacia para existir respaldo diante de qualquer irregularidade que venha a ser identificada com a que foi perdida. Em seguida, deve providenciar outra placa. As empresas que fabricam costumam cobrar uma média de R$ 40 por cada uma", disse.

Ele explica que a perda da placa dianteira é mais fácil de solucionar com apenas a confecção de outra. Mas se o problema for a falta da traseira, será necessário um procedimento mais burocrático que inclui uma visita à sede do órgão, na rodovia Augusto Montenegro.

"Se for apenas a dianteira, basta solicitar a confecção de uma nova a uma empresa que fabrica. E pode ser colocada pelo próprio proprietário. Já a traseira deve ser confeccionada com o fabricante, mas deve-se procurar o Detran para que seja colocada. Levar documento do carro e CNH e procurar o setor de vistoria para dois procedimentos: lacre e vistoria. Cada um custa uma taxa de R$ 34,62", detalhou.

CONDUTOR EVITA ALAGAMENTOS 

O administrador Rousinvert Francez, de 57 anos, nunca perdeu a placa de seu carro, mas já perdeu o motor em um alagamento de Belém. Ele evita passar por alguns pontos críticos após a chuva.

"Eu não passo pela João Paulo II, Terra Firme, Rua dos Mundurucus e avenida Conselheiro Furtado quando chove. Evito até sair de casa".

"Conheço pessoas que perderam a placa e foi a maior burocracia para tirar outra. Tem que gastar uma grana. Um trabalhão porque tem que ser em oficina autorizada. Por isso eu prefiro prevenir e nem passar por vias alagadas", acrescentou Rousinvert.

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