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Com quatro casos suspeitos de 'doença da urina preta', Santarém define fluxo de atendimento

O paciente com sintomas da doença recebe o primeiro atendimento na UPA e caso o médico avalie que é necessário internar, a pessoa é transferida para o Hospital Municipal

O Liberal

Até o último sábado (11), o Hospital Municipal de Santarém  Dr. Alberto Tolentino Sotelo já havia noticiado quatro casos suspeitos de Doença de Haff, conhecida popularmente como 'doença da urina preta'. Desses, um veio a óbito, um recebeu alta e dois estão internados. Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, faleceu após comer peixe e apresentar os sistemas. Todos os pacientes fizeram o exame para identificar a patologia e o resultado ainda é aguardado.

As informações foram divulgadas pela Prefeitura Municipal de Santarém. De acordo com a gestão municipal, a equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h inseriu um  novo fluxo de atendimento para pacientes com sintomas da doença de Haff, baseado na nota técnica divulgada pelo governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e pela Nota Técnica divulgada pelo município por meio da Vigilância Sanitária e estão sendo aplicadas desde o dia 6 de setembro.

A Unidade recebeu o primeiro caso suspeito no último dia 5 e neste momento já atendeu quatro pessoas com sintomas sugestivos para a patologia. A prefeitura do município está acompanhando os relatos desses pacientes, principalmente no que diz respeito a procedência do pescado.

Segundo o fluxo definido, o paciente com sintomas da doença recebe o primeiro atendimento na UPA e caso o médico avalie que é necessário internar, a pessoa é transferida para o Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo, que dá continuidade ao tratamento com retaguarda dos médicos especialistas. Caso seja necessário essa pessoa terá à assistência imediata dentro do setor de estabilização e da UTI. A diretora geral da duas Unidades, Christiani Schwartz, explica que todos os pacientes internados com os sintomas da doença são notificados pelo Nucleo de Vigilancia Epidemilogica Hospital que aciona a Vigilancia epidemilogica do Municipio e Estado.

“Os casos suspeitos estão recebendo total atenção dentro do que nos foi orientado pelas notas técnicas do Estado e que do município divulgada na última sexta-feira. A nossa equipe recebeu todas orientações, principalmente para acionar de imediato a vigilância do município”, afirmou.

Entre os sintomas está a extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre. Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.

Na última sexta-feira, o prefeito de Santarém, Francisco Nélio Aguiar da Silva, publicou um decreto em que proíbe temporariamente, enquanto for recomendado pelas autoridades de saúde pública, a comercialização e o consumo de pescados da espécie tambaqui, pacu e pirapitinga que tenham como origem o Estado do Amazonas, como medida preventiva.

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Pará
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