Arquivo Público do Pará completa 118 anos nesta terça-feira

Instituição tem contribuição histórica para o Estado

Redação Integrada com informações da Agência Pará

Com um acervo de cerca de 4 milhões de documentos abrangendo os períodos colonial, imperial e republicano e sendo uma das mais antigas instituições do Estado, o Arquivo Público do Estado do Pará (Apep) completará 118 anos de funcionamento nesta terça-feira (16). Para comemorar a data, uma programação ampla, organizada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), será realizada a partir desta segunda-feira (15) estendendo-se até a terça. 

Por meio de documentos públicos guardados no Arquivo, é possível compreender, por exemplo, a forma como se deu a ocupação da Amazônia pelos portugueses, as múltiplas vivências com os grupos indígenas, a introdução e o trabalho de etnias africanas na região, os conflitos e revoltas, as muitas transformações políticas, econômicas, sociais e culturais ocorridas nos últimos quatro séculos. 

Nos dias 15 e 16 de abril, na sede do Arquivo Público, na travessa Campos Salles, 273 (esquina da 13 de Maio) haverá visitas orientadas e mais exposições de documentos, atividades lúdicas e mesas redondas sobre educação patrimonial e experiências com os documentos da Cabanagem.

(Fábio Costa / O Liberal)

HISTÓRIA

Estima-se que o prédio que abriga o Arquivo Público do Estado do Pará foi construído na segunda metade do século XIX, aproximadamente em 1848, período em que surge o Banco Comercial do Pará, primeira instituição (privada) a ocupar o prédio. Em 1894, depois da falência do banco, o primeiro governador, Lauro Sodré, compra o prédio, pois a escola onde funcionava a Biblioteca Pública estava em condições precárias, sendo alvo de inúmeras denúncias. 

A reforma demorou cerca de sete anos – de 1894 a 1901. Nesse período, três governadores passaram pelo cargo: Lauro Sodré, Paes de Carvalho e Augusto Montenegro, que, no auge da Belle Époque, entregou a obra. O prédio abrigou o arquivo e a biblioteca de 1901 a 1984. Após a construção do Centur, a biblioteca se desloca para lá, deixando no prédio apenas os documentos históricos.

Arthur Viana foi o primeiro diretor do Apep. O Arquivo Público contribuiu para organizar documentação referente a limites territoriais dos Estados e de propriedade particular de terras. Os limites hoje conhecidos só foram possíveis graças aos documentos guardados e preservados.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (15), de 8h às 15h

  • Exposições de documentos históricos:
    • Cartas de sesmarias do período colonial;
    • Documentos sobre a Cabanagem;
    • Fotos da cidade de Belém no início do século XX;
    • Cartas para o interventor Magalhães Barata.
  • Visitas guiadas pelos setores do Arquivo Público ao longo do horário de funcionamento.
  • Atividades lúdicas de transcrição de documentos.

Terça-feira (16), de 9h às 12h

  • Mesa Redonda: “A Cabanagem em Discussão: Arquivos, História e Memória”

Terça-feira (16), de 14h às 18h

  • Mesa Redonda: “Educação Patrimonial em Arquivos Permanentes: Trajetórias, Perspectivas, Desafios e Relatos de Experiências”

Mais informações: (91) 3219-1111.

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