MENU

BUSCA

Mulher que vive há seis meses no Aeroporto de Belém tem viagem para o Panamá adiada

Nova viagem está prevista para agosto. Antes do embarque, ainda será necessário obter o visto e cumprir as exigências sanitárias estabelecidas pelo Panamá

O Liberal

A viagem de Fatmata Sessay, mulher natural de Serra Leoa que vive há pelo menos seis meses na área do Aeroporto Internacional de Belém, precisou ser adiada. O embarque para o Panamá estava previsto para esta segunda-feira (22), mas foi remarcado para o dia 15 de agosto devido à necessidade de regularização de documentos exigidos para a entrada no país, como visto, carteira de vacinação contra a febre amarela e comprovante de renda.

A informação foi confirmada ao Grupo Liberal pelo promotor de Justiça Nadilson Portilho, que acompanha o caso. Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) providenciou a compra das passagens para que Fatmata pudesse retomar a viagem. Enquanto aguarda a conclusão dos trâmites, ela permanece, por decisão própria, instalada no aeroporto.

Viagem impossibilitada

Fatmata está em Belém desde dezembro de 2025. Segundo seu relato, ela deixou Serra Leoa, país localizado na costa oeste da África, para viver no Brasil, onde morou em São Paulo ao lado de um dos filhos e trabalhava como vendedora ambulante. Posteriormente, decidiu seguir para o Panamá, onde afirma ter outro filho e demais familiares.

VEJA MAIS

Justiça determina assistência consular a migrante de Serra Leoa retida no aeroporto de Belém
A União e o governo do Pará têm prazo de 48 horas para formalizar e executar os trâmites necessários junto à representação diplomática do país da mulher

Após dois meses vivendo no aeroporto de Belém, mulher consegue passagem e deve seguir para o Panamá
Fatmata Sessai, de 56 anos, deverá embarcar na próxima segunda-feira (22)

Durante uma conexão em Belém, porém, ela teria tido o passaporte furtado, o que impossibilitou a continuidade da viagem. Sem o documento e após esgotar os recursos financeiros destinados à hospedagem e alimentação, a estrangeira passou meses dormindo no terminal aeroportuário.

Apoio e assistência em Belém

De acordo com a Fundação Papa João XXIII (Funpapa), a Prefeitura de Belém acompanha a situação de Fatmata desde sua chegada à capital paraense. Entre as medidas adotadas estão a concessão de um cartão para uso gratuito do transporte público e o encaminhamento para serviços de assistência social, como o Restaurante Popular e o Espaço Acolher, onde ela teve acesso à alimentação, banho e lavanderia.

Apesar do suporte oferecido, Fatmata optou por permanecer no aeroporto e recusou encaminhamento para unidades de acolhimento.

Próximos passos para seguir viagem

Para viabilizar a continuidade da viagem, a Polícia Federal emitiu um novo passaporte. No entanto, antes do embarque, ainda será necessário obter o visto e cumprir as exigências sanitárias estabelecidas pelo Panamá, incluindo a atualização da vacinação exigida para viagens internacionais.

A Polícia Federal também segue investigando o desaparecimento do primeiro passaporte e busca identificar o responsável pelo furto do documento.