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Donos de pequenos abrigos de animais enfrentam desafios para se manter em Belém; veja como ajudar

Além da alimentação e de cuidados veterinários, os protetores arcam com custos de aluguel e funcionários

Ayla Ferreira

Belém conta com a presença de alguns abrigos grandes e conhecidos, muito procurados pela população para doações. No entanto, os protetores de animais que cuidam de pequenos abrigos enfrentam alguns desafios para proteger, reabilitar e manter o bem-estar de animais abandonados, maltratados e doentes. A falta de recursos financeiros, a superpopulação de animais e a baixa procura por adoção são alguns dos fatores agravantes.

“O principal desafio é a captação de recursos financeiros para a manutenção dos animais que já estão no abrigo. Eles necessitam não apenas de alimentação, mas de cuidados veterinários, pagamento de aluguel, funcionários, material de limpeza, entre outros”, diz Liliane Almeida, de 42 anos, dona do abrigo Mães Felinas.

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Liliane concilia a faculdade de Medicina Veterinária com as responsabilidades do abrigo. Atualmente, cerca de 150 felinos são acolhidos no local, um controle necessário para manter a qualidade no ambiente do abrigo, segundo a estudante. “Aumentou o abandono e a violência contra os animais e o aumento de pedidos de resgate”, diz.

Para manter o abrigo Mães Felinas, é preciso desembolsar em torno de R$ 15.000, que é distribuído para ração, equipe de trabalho, materiais de limpeza e outros cuidados com os gatos acolhidos. Grande parte da renda vem da sociedade civil, por meio de seguidores da página do abrigo no Instagram e amigos próximos.

Para ajudar o abrigo Mães Felinas, a chave pix é:

Banco Bradesco, 765.139.982-04, CPF no nome de Liliane Almeida.

Instagram: @maes_felinas

Abrigo da Rita

Localizado no bairro da Pratinha, o Abrigo da Rita é coordenado por Ana Rita Pantoja, professora de educação física, que fez do próprio quintal um lar temporário para 60 gatos e dois cães, que seguem na espera por um novo lar. A professora é cadastrada no Centro Controle Zoonoses (CCZ) e atua há dez anos como protetora de animais.

“Meus animais todos são castrados, faço um trabalho comunitário aqui de castração, eu pego os animais dos vizinhos, dos amigos, dos parentes e levo para castrar no Zoonoses. Já ajudei muita gente aqui, continuo ajudando aqui na Pratinha. na castração de animais. por eu ter esse acesso como abrigo vacinado”, conta.

Ela possui doze casinhas de madeira para gatos no quintal, para evitar a fuga dos felinos. Durante o dia, os animais ficam soltos, e são direcionados às casinhas por volta das 18h da tarde.

“No momento é assim que eu estou conseguindo alimentar meus bichinhos, com meu salário e com a ajuda de alguns amigos mensalmente. Tenho alguns amigos que eu chamo de padrinhos, quando aperta, eu peço socorro, peço ajuda”, diz Ana Rita.

A maior dificuldade no abrigo é alimentar adequadamente e loferecer assistência veterinária aos felinos, por conta do custo elevado. “Às vezes acontece emergência, que você não tem para onde correr, tem que gastar o que você já não tem”, lamenta.

Para ajudar o Abrigo da Rita, a chave pix é:

Banco C6, 410.288.132-87, CPF no nome de Ana Rita Pantoja Quaresma

Instagram: @abrigodarita

Instituto Patinhas de Vida

No Instituto Patinhas de Vida, localizado em Ananindeua, hoje são acolhidos 113 cães e uma égua, todos resgatados de maus tratos e/ou abandono. “O maior desafio é se manter ativo nas redes sociais, apresentando o trabalho diário de proteção que demanda muito tempo na vida real”, diz o estudante Romalro Anete, presidente do Instituto.

Romalro explica que os abrigos menores são criados, muitas vezes, nas casas dos próprios protetores. “Eles anulam a sua vida pessoal pra fazer esse trabalho social, com baixa mão de obra e pouquíssima ajuda, muitas vezes sem o mínimo conhecimento tecnológico”, afirma.

No Patinhas de Vida, os pedidos de ajuda sempre são maiores que a procura por adoção. Através das feiras de adoções e divulgação nas redes sociais, eles conseguem manter o fluxo de adoção de filhotes, mas enfrentam desafios para a adoção de adultos, mesmo que já estejam castrados e vacinados.

“Os gastos para fazer esse trabalho são sempre muito onerosos, desde alimentação, remédios, material de limpeza do ambiente e gastos com veterinário, um resgate de um único animal não saí por menos de mil reais. Para manter o Instituto atualmente, os custos fixos mensais, somente com ração, ultrapassam 8 mil”, explica.

Segundo Romalro, ainda há pouca ajuda governamental destinada aos protetores. A maior parte das doações é originada de pessoas da sociedade comum, sensíveis à causa e que conhecem o trabalho.

“Para colaborar, a população pode propagar a posse responsável dos seus animais, evitando acesso a rua e procriação desenfreada, assim ajudando para que menos filhotes sejam abandonados e tenham como destino um abrigo. Incentivando a adoção de animais e não se calando ao presenciar uma cena de maus tratos”, pontua.

Para ajudar o Instituto Patinhas de Vida, a chave pix é: 598 383 090 001 06.

Instagram: @patinhas_de_vida

*Ayla Ferreira, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Fabiana Batista, coordenadora do Núcleo de Atualidades