Trump diz que não fará acordo com o Irã e afirma que guerra continuará sem negociações por enquanto
Segundo o líder norte-americano, Teerã demonstrou interesse em negociar, mas Washington pretende manter a ofensiva militar
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que ainda não há condições “suficientemente boas” para firmar um acordo que encerre a guerra com o Irã. Segundo o líder norte-americano, Teerã demonstrou interesse em negociar, mas Washington pretende manter a ofensiva militar.
“O Irã quer chegar a um acordo, e eu não quero fazê-lo porque as condições ainda não são suficientemente boas”, disse Trump em entrevista à NBC News. O presidente declarou ainda que poderá voltar a bombardear alvos ligados ao principal centro de exportação de petróleo bruto do Irã, “apenas por diversão”.
De acordo com informações do Pentágono, mais de 15 mil alvos já foram atingidos no país do Oriente Médio. Após mais de duas semanas de ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, os dois lados continuam adotando um tom duro nas declarações públicas. A retórica permanece elevada, apesar do aumento no número de vítimas, principalmente no Irã, e dos impactos econômicos provocados pelo conflito.
Trump também afirmou que as forças americanas devem ampliar os ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a ação tem como objetivo abrir passagem na região e permitir a retomada do transporte de petróleo pela rota marítima.
Petróleo
O bloqueio do Estreito de Ormuz fez o preço do petróleo disparar em todo o mundo. Embora o novo líder do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, tenha prometido que fará uma declaração por escrito para manter o estreito fechado, Trump sugeriu que nem sabe se ele “está vivo”.
Perseguição
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo (15/3), que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em comunicado divulgado em seu site, o Sepah News, o grupo declarou que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele permanecer vivo, responsabilizando o líder israelense pela morte de crianças.
“Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força”, disse a Guarda. A ameaça ocorre poucos dias após Netanyahu mencionar, de forma indireta, possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel mataram o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pai de Mojtaba Khamenei.
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