Empresária María Corina fala de tomar o poder e comemora captura de Maduro: 'Venezuela será livre'

Pela Constituição venezuelana, o poder passaria para Delcy Rodríguez, responsável pela política econômica. No entanto, após a invasão dos EUA, não se sabe o que pode ocoorrer

Estadão Conteúdo

A empresária María Corina Machado, principal opositora de Nicolás Maduro e Nobel da Paz de 2025, publicou um pronunciamento pelas redes sociais sobre os ataques dos Estados Unidos ao país neste sábado, 3. A nota fala em liberdade ao povo venezuelano e transição democrática.

"Vamos colocar ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa", diz no texto. Ela informa que os EUA fizeram valer a lei ao capturar Maduro e que ele enfrenta "a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos".

O ditador venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelo governo Trump em ataque na Venezuela e levados para fora do país. A captura seguiu uma série de bombardeios americanos em Caracas e outras cidades venezuelanas.

Edmundo González Urrutia, candidato opositor reconhecido eleito nas eleições de 2024 pelos EUA, confirma assumir a presidência imediatamente e tomar o poder, como diz o texto de María Corina: "venezuelanos, estas são horas decisivas, saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução de nossa nação".

Pela Constituição venezuelana, em caso de queda de Maduro, o poder passaria para Delcy Rodríguez, responsável pela política econômica. Mas, dada as circunstâncias, não está claro quem acabaria no comando.

Ainda no texto, a opositora faz um chamado aos venezuelanos que estão dentro ou fora do país para uma nova mobilização e que em breve divulgará mais detalhes por meio de seus canais oficiais. Veja a íntegra:

Ao menos quatro localidades venezuelanas teriam sido atacadas por militares americanos: além da capital Caracas, foram alvejadas La Guaira, Miranda e Aragua.

Os principais alvos teriam sido instalações militares, mas o governo venezuelano afirma que os bombardeios também atingiram populações civis.

Deputados e senadores democratas, no entanto, afirmaram que o presidente americano, Donald Trump, não obteve autorização do Congresso para a ação militar na Venezuela neste sábado, 3, o que faz o ataque ser considerado ilegal, de acordo com os parlamentares. A posição aprofunda a divisão no Congresso americano.

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