Chanceler da Alemanha diz que Estados Unidos estão sendo humilhados pelo Irã na guerra
Friedrich Merz ressaltou que, apesar de não estar envolvida diretamente, a Alemanha tem sentido os impactos econômicos do conflito
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira (27) que os Estados Unidos estão sendo humilhados no conflito com o Irã. Segundo ele, o governo americano de Donald Trump carece de uma estratégia clara, correndo o risco de repetir erros de guerras anteriores.
"Os americanos aparentemente não têm uma estratégia", declarou Merz. "O problema nesse tipo de conflito é sempre o mesmo: não basta apenas entrar, é preciso também sair. Vimos isso de forma bastante dolorosa no Afeganistão, durante 20 anos. Vimos isso no Iraque", completou o líder alemão.
Merz ressaltou a ineficácia da abordagem americana. "No momento, não consigo perceber qual saída estratégica os americanos estão escolhendo. Especialmente porque os iranianos, aparentemente, negociam com muita habilidade - ou, melhor dizendo, são muito hábeis em não negociar."
Ele criticou a situação onde "fazem com que os americanos viajem até o Paquistão para, em seguida, partirem de lá sem nenhum resultado. Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, em particular pela Guarda Revolucionária", afirmou o chanceler.
Cessar-fogo e impasses diplomáticos
Atualmente, Estados Unidos e Israel mantêm um cessar-fogo com o Irã. Contudo, as negociações entre as partes avançaram pouco. Pontos cruciais, como a questão nuclear iraniana, o controle do Estreito de Ormuz e o fim dos ataques israelenses no Líbano, travam um possível acordo.
Alemanha sente os impactos econômicos
Merz destacou que, embora a Alemanha não esteja diretamente envolvida no conflito, ela sente seus impactos econômicos. "No momento, é uma situação bastante complicada. Está nos custando muito dinheiro. Esse conflito, essa guerra contra o Irã, tem impacto direto sobre a nossa produção econômica", relatou.
O principal problema para a Alemanha reside no Estreito de Ormuz. Cerca de 20% da produção global de petróleo transita por essa via. O Irã fechou o estreito para a passagem de navios durante o conflito, e a situação permanece instável, o que provocou um aumento nos preços de energia em todo o mundo.
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