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Papa diz que Bíblia não deve ser lida de forma 'fundamentalista'; entenda

Leão XIV alertou que contexto histórico e formas literárias são essenciais na interpretação

Hannah Franco

O papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (4) que a Bíblia não deve ser lida de forma “fundamentalista” ou “espiritualista”, alertando que o contexto histórico dos textos sagrados não pode ser ignorado. A declaração foi feita durante a audiência geral no Vaticano.

A fala integrou o ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II, evento que marcou a modernização da doutrina da Igreja Católica. Segundo o pontífice, as escrituras são “a palavra de Deus” expressa por meio de “palavras humanas”, e qualquer leitura que negligencie uma dessas dimensões se torna incompleta.

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Durante a audiência, Leão XIV destacou que uma interpretação correta da Bíblia deve levar em conta o ambiente histórico em que os textos foram produzidos, além das formas literárias utilizadas. “A renúncia ao estudo das palavras humanas de que Deus se serviu arrisca resultar em leituras fundamentalistas ou espiritualistas das escrituras, traindo seu significado”, afirmou.

O papa ressaltou ainda que a Bíblia não foi escrita em uma linguagem “celeste ou sobre-humana”. Para ele, a comunicação exige compreensão mútua, assim como ocorre nas relações humanas cotidianas. “Fazer-se entender pelo outro é um primeiro ato de amor”, disse.

Segundo Leão XIV, Deus escolheu se comunicar por meio de línguas humanas, inspirando diferentes autores, sob a ação do Espírito Santo, a escrever os textos sagrados. O pontífice acrescentou que cabe à Igreja reapresentar essa mensagem de forma adequada a cada época.

Ao encerrar a homilia, o papa afirmou que as escrituras devem dialogar com a vida dos fiéis no presente. “As escrituras têm a intenção de falar aos crentes de hoje, abordar a sua vida presente com os seus problemas e iluminar os passos a dar e as decisões a tomar”, declarou.

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