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Homem mata oito crianças em caso de violência doméstica nos EUA

Sete das vítimas eram filhos do atirador, que também morreu durante confronto com a polícia

AFP

Um homem matou oito crianças a tiros - sete delas seus filhos — e posteriormente foi morto pela polícia no estado da Louisiana, sul dos Estados Unidos, no domingo (19), em um episódio de violência doméstica que envolveu três residências, informaram as autoridades.

O episódio, que aconteceu pouco depois das 6h00 locais (8h00 de Brasília) na cidade de Shreveport, foi o ataque a tiros em massa com mais mortes nos Estados Unidos em mais de dois anos, segundo dados do Gun Violence Archive.

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Três meninos e cinco meninas com idades entre três e 11 anos foram mortos a tiros, informou o gabinete do legista do condado de Caddo Parish. Entre as vítimas fatais, sete eram irmãos e um era primo. Um nono menino que ficou ferido conseguiu escapar e sua vida não corre perigo, segundo as autoridades.

Duas mulheres também ficaram gravemente feridas pelos disparos, incluindo a mãe de algumas das crianças assassinadas.

A polícia identificou o atirador como Shamar Elkins, 31 anos, que fugiu do local do ataque em um veículo roubado e foi perseguido pela polícia, que o matou a tiros durante a operação.

"No final da perseguição, o suspeito saiu do veículo com uma arma de fogo e, em última instância, nossos agentes foram obrigados a neutralizar o suspeito", declarou à imprensa o policial Chris Bordelon.

Um videojornalista da AFP presente no local contou cinco marcas de bala na porta de uma das casas.

Freddie Montgomery, um vizinho de 72 anos, relatou ter visto a polícia retirar os corpos das crianças no domingo.

"Ontem à tarde, a esta mesma hora, todas aquelas crianças brincavam no jardim em frente à casa. E ele estava sentado na varanda", contou à AFP.

"Pensamentos sombrios"

Bordelon disse que sete das oito crianças eram filhos do agressor.

A cena do crime é "bastante extensa" e envolve três residências que estavam sendo minuciosamente inspecionadas pelos investigadores, acrescentou o policial.

"Acreditamos que ele é a única pessoa que efetuou disparos nestes locais", disse Bordelon, que classificou o incidente como um "conflito doméstico".

Acredita-se que Elkins tenha atirado primeiro na esposa e depois ido a uma segunda residência, onde as crianças foram assassinadas.

Segundo a polícia, ele foi detido em 2019 em um caso relacionado a armas de fogo no qual se declarou culpado, mas que não tinha conhecimento de outros antecedentes de violência doméstica.

A imprensa dos Estados Unidos informou que o homem serviu na Guarda Nacional do Exército na Louisiana durante sete anos, embora nunca tenha sido mobilizado, antes de se aposentar em 2020.

Elkins passava por uma crise conjugal e enfrentava problemas com sua saúde mental, informou o jornal The New York Times, citando familiares. O veículo adicionou ainda que o atirador disse ao padrasto, Marcus Jackson, que sua esposa queria o divórcio e que estava se afogando em "pensamentos sombrios".

"É um ato terrível. É especialmente grave e angustiante que todas as vítimas sejam crianças", declarou o prefeito da cidade, Tom Arceneaux.

"Coração partido"

O gabinete do legista informou que as mães identificaram as crianças que morreram como: Jayla Elkins (3 anos), Shayla Elkins (5 anos), Kayla Pugh (6 anos), Layla Pugh (7 anos), Markaydon Pugh (10 anos), Sariahh Snow (11 anos), Khedarrion Snow (6 anos) e Braylon Snow (5 anos).

A polícia contou à AFP que uma das mulheres feridas, que teve parte do rosto atingida por um disparo, alertou um vizinho, que ligou para a emergência.

O governador do estado, Jeff Landry, declarou estar "de coração partido".

Mike Johnson, presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, condenou no X uma "tragédia sem sentido".

Com mais armas de fogo em circulação do que habitantes, os Estados Unidos registram a taxa de mortalidade por arma de fogo mais elevada entre os países desenvolvidos.

Em 2025, quase 15.000 pessoas foram assassinadas com armas de fogo, segundo o Gun Violence Archive.

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