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Hipopótamos de Pablo Escobar serão sacrificados na Colômbia; saiba o motivo

Os animais foram trazidos ilegalmente por Escobar para compor um zoológico particular em uma de suas propriedades.

Gabrielle Borges

Quatro hipopótamos trazidos ilegalmente para a Colômbia pelo narcotraficante Pablo Escobar, nos anos 1980, deram origem a uma população que hoje preocupa autoridades ambientais. Sem controle ao longo das últimas décadas, os animais se multiplicaram e passaram a ser considerados uma ameaça ao equilíbrio ecológico do país.

Diante desse cenário, a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou nesta segunda-feira (13) um novo plano para conter o avanço da espécie. Entre as medidas está a eutanásia de 80 animais, considerada pelo governo uma ação necessária para reduzir a população.

Número de animais é preocupante

De acordo com o censo mais recente do Ministério do Meio Ambiente colombiano, realizado em 2022, já existem ao menos 169 hipopótamos vivendo em liberdade. Sem medidas efetivas, a projeção é de que esse número ultrapasse 500 até 2030 e passe de mil indivíduos em 2035.

Desde 2022, os hipopótamos são oficialmente classificados como espécie exótica invasora na Colômbia, o que significa que representam riscos ao equilíbrio ambiental e à biodiversidade local. 

Segundo a ministra, o crescimento descontrolado da espécie tem causado impactos diretos no meio ambiente e nas comunidades locais. Entre os problemas apontados estão a contaminação da água e a ameaça a espécies nativas, como o peixe-boi e tartarugas de rio.

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Perigo à população

Além dos danos ambientais, os hipopótamos também representam risco à população. Considerados um dos animais mais agressivos do mundo, eles podem atacar moradores e pescadores que vivem próximos às áreas onde estão concentrados.

Estudos científicos reforçam essa preocupação. Uma pesquisa publicada em 2021 na revista Animals aponta que, em Uganda, 87% dos encontros entre humanos e hipopótamos registrados entre 1923 e 1994 terminaram em morte.

Ao justificar a decisão, a ministra Vélez destacou que a medida segue critérios técnicos. “Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária para reduzir a população”, afirmou.

Nas últimas décadas, o governo colombiano já tentou diferentes estratégias para conter o avanço dos animais, como abate controlado e castração química. No entanto, as iniciativas não foram suficientes para frear o crescimento acelerado da espécie.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)