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EUA enviam maior porta-aviões do mundo ao Oriente Médio; veja os detalhes do navio

USS Gerald R. Ford vai reforçar presença naval no Golfo enquanto diplomacia nuclear com Teerã segue sem acordo

Hannah Franco

Os Estados Unidos vão enviar o maior porta-aviões do mundo ao Oriente Médio, segundo informou o The New York Times na última quinta-feira (12). A decisão ocorre em meio à intensificação da pressão do presidente Donald Trump sobre o Irã nas negociações relacionadas ao programa nuclear do país.

De acordo com o jornal norte-americano, o USS Gerald R. Ford não deve retornar antes do fim de abril ou início de maio. A tripulação foi informada das novas ordens também nesta semana. O navio deixará o Mar do Caribe para integrar o grupo de ataque liderado pelo USS Abraham Lincoln, já posicionado no Golfo Pérsico.

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Na terça-feira (10), Trump afirmou que avaliava enviar mais um porta-aviões à região como forma de pressionar Teerã a firmar um acordo nuclear.

O USS Gerald R. Ford havia sido deslocado para a Venezuela em novembro, em movimento interpretado como sinal de pressão ao governo de Nicolás Maduro. A redistribuição para o Oriente Médio indica mudança de foco estratégico diante dos impasses nas tratativas com o Irã.

Com propulsão nuclear, o porta-aviões opera acompanhado de navios de escolta e integra a estratégia de dissuasão dos Estados Unidos na região. A presença simultânea de dois grupos de ataque amplia a demonstração de força militar norte-americana no Golfo Pérsico.

Do tamanho de três Maracanãs: conheça o USS Gerald R. Ford

Considerado pela Marinha dos EUA o maior e mais moderno porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford foi incorporado à frota em 2017. A embarcação pode transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros.

A pista de pouso e decolagem tem área equivalente a três gramados do estádio do Maracanã. O grupo de ataque do porta-aviões reúne:

  • Esquadrões de caças F-18;
  • Helicópteros militares;
  • Três destróieres: USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.

Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os Estados Unidos entre 1974 e 1977, o navio é considerado um dos principais instrumentos de projeção de poder da Marinha norte-americana, com capacidade de atuação em diferentes cenários estratégicos.