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Vai sair? Fifa se pronuncia sobre pressão contra Gianni Infantino

Entidade defendeu o mandato do presidente e afirmou que eventual mudança deve ocorrer por meio de eleição e dentro das regras da organização

Hannah Franco
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As polêmicas envolvendo Gianni Infantino estão longe de chegar ao fim. Diante da pressão de entidades do futebol internacional, a Fifa se manifestou oficialmente neste sábado (8) em defesa do presidente. Em comunicado, a organização afirmou que não aceitará qualquer tentativa de alterar o comando da entidade fora dos procedimentos previstos em seus estatutos.

A manifestação ocorre após recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol sobre a situação envolvendo Infantino. A entidade sul-americana havia defendido que qualquer mudança na presidência da Fifa deveria ocorrer de forma democrática.

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A pressão sobre o dirigente aumentou após a repercussão do projeto de criação de uma estrutura comercial da Fifa com investidores privados, chamada FFE. O recuo da proposta foi considerado positivo pela Conmebol, mas o episódio também ampliou os questionamentos sobre a condução da entidade.

Em meio às discussões, a Fifa adotou um tom mais firme e afirmou que Infantino foi eleito democraticamente pelas associações-membro e segue cumprindo o mandato para o qual foi escolhido.

O que a Fifa disse sobre Infantino?

No comunicado, a entidade afirmou que não apoiará nem permitirá qualquer processo relacionado à eleição presidencial que não esteja de acordo com os estatutos da Fifa, os procedimentos democráticos e as regras de governança da organização.

A Fifa também afirmou que existe uma movimentação de algumas pessoas para tentar enfraquecer a entidade e seu presidente. A organização também contestou informações publicadas recentemente sobre Infantino e classificou algumas delas como alegações sem fundamento.

Além de defender o mandato do presidente, a entidade destacou a trajetória de Infantino no futebol. Segundo a Fifa, o dirigente dedicou mais de 30 anos de sua carreira ao futebol europeu e mundial e participou de mudanças relacionadas à ampliação do acesso, dos recursos e das oportunidades no esporte.

A organização reconheceu que as mudanças podem contrariar interesses estabelecidos, mas afirmou que divergências não justificam tentativas de enfraquecer o mandato de um presidente eleito ou a própria instituição.

O que está por trás da crise?

A atual tensão ganhou força com a discussão sobre a FFE, projeto que previa uma estrutura comercial da Fifa com participação de investidores privados. A proposta provocou questionamentos entre diferentes setores do futebol e aumentou a pressão sobre Infantino.

A Conmebol e a CAF se manifestaram sobre o cenário, enquanto a relação com a Uefa também aparece no centro das divergências envolvendo a atual gestão da Fifa.

Por enquanto, porém, a posição oficial da entidade é de que Infantino continua no cargo e tem legitimidade para cumprir seu mandato. Uma eventual mudança, segundo a própria Fifa, deve ocorrer pelas regras eleitorais da organização.

Confira o comunicado na íntegra:

Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como discussões com Associações Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a servir com o seu mandato.

É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a FIFA e o seu Presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da FIFA.

Reportagens recentes incluíram afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas sobre a FIFA e o seu Presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.

O Presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no jogo e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do Presidente da FIFA ou a instituição que ele foi eleito para liderar.

A FIFA acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a FIFA a contestará diretamente e com vigor.

A responsabilidade da FIFA é para com as suas 211 Associações Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair ou desviar do fortalecimento da organização, da entrega às nossas Associações Membro e da continuação do trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Através do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, o nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca para cumpri-la.

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