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Amanda Lemos busca retomada no UFC movida pela família: ‘É neles que eu penso’

Paraense enfrenta Alexia Thainara mirando a recuperação no UFC, mas revela que o maior sonho fora do octógono ainda é lutar no Brasil diante da filha e dos pais.

Caio Maia
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A luta contra Alexia Thainara, neste sábado (8), no UFC Vegas 120, pode representar um novo começo para Amanda Lemos. Depois de duas derrotas consecutivas - sequência inédita desde que chegou à principal organização de MMA do mundo, em 2017 - a paraense quer reencontrar o caminho das vitórias. Mas, por trás da atleta que busca voltar à disputa pelo cinturão, está uma motivação que permanece a mesma desde o início da carreira: a família.

"Minha motivação sempre é minha família, minha filha. É nelas que eu penso toda vez que entro no octógono", afirmou Amanda em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal.

Aos 39 anos, Amanda continua entre as principais atletas da divisão peso-palha (até 52 kg) e mantém vivo o sonho de conquistar o cinturão. Antes disso, porém, prefere pensar passo a passo.

"Todo atleta quer ser campeão da categoria. Mas isso é consequência do trabalho. Agora penso em ganhar luta por luta e, quem sabe, lá na frente, ter uma nova disputa de cinturão."

Se dentro do octógono o objetivo imediato é voltar a vencer, fora dele existe outro desejo que ainda não conseguiu realizar. Apesar de estar no UFC há quase uma década, Amanda nunca foi escalada para lutar em solo brasileiro. Isso significa que os pais e a filha jamais puderam acompanhá-la de perto em um evento da organização.

"Tenho esse sonho pela minha família também. Se fosse no Brasil, eu poderia levá-los para ver meu trabalho de perto. Mas trabalho é trabalho. Em qualquer lugar eu vou para lutar e levar o pão para casa."

Hoje, apenas a esposa consegue acompanhá-la nas viagens internacionais. A distância da filha, no entanto, continua sendo a parte mais difícil da profissão.

"Para mim, a parte mais difícil de viajar é ficar longe dela. A gente é muito grudada."

Projeção da luta

Dentro do octógono, Amanda sabe que terá pela frente uma adversária de características diferentes das suas. A adversária chega embalada por um cartel de 14 vitórias e apenas uma derrota, sofrida há sete anos.

Conhecida pelo estilo agressivo e pelos nocautes, Amanda espera neutralizar o jogo de grappling de Alexia Thainara para impor a trocação. A adversária tem histórico de administrar as lutas, "cozinhando" o combate.

"A gente treinou muito para entrar e impor o nosso jogo, defender as quedas e manter a luta em pé. A gente evoluiu muito nessa parte. O objetivo é manter a luta em pé e buscar o nocaute", explicou.

A paraense admite que a fase recente esteve abaixo das expectativas, mas acredita que o momento exige evolução, e não mudanças drásticas.

"O nível da categoria é muito alto. As meninas evoluem a cada luta, assim como eu. A gente precisa continuar melhorando."

Para sábado, Amanda não esconde qual versão de si pretende apresentar.

"Quero entrar bem agressiva. Se conseguir impor meu jogo, acredito que saio com a vitória e um nocaute. Quero voltar a ser a Amanda agressiva."

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