Zé Welison garante estar em forma, mas pede para treinar mais antes da estrear pelo Remo
Volante, especialista em desarmes, não joga uma partida oficial desde agosto do ano passado
Apresentado oficialmente nesta quinta-feira (29), no Baenão, o volante Zé Welison afirmou que chega ao Remo em boas condições físicas, embora ainda precise de um período maior de treinos antes de entrar em campo. Aos 30 anos, o jogador não atua em uma partida oficial desde 19 de agosto de 2025, quando defendeu o Fortaleza contra o Vélez Sarsfield, pelas oitavas de final da Libertadores, e reconheceu que o tempo sem jogos exige cuidado no processo de retorno.
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“Nunca tive mal fisicamente, sempre me cuidei e procurei estar dentro do meu ideal para ajudar a equipe. Hoje me sinto bem, mas preciso de um pouco mais de treino, porque já tem um tempo que não faço uma partida oficial. Temos que ter cautela para estrear no momento certo, sem pressa”, afirmou.
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Durante a apresentação, o volante também falou sobre a experiência vivida no Fortaleza, clube pelo qual participou de uma fase histórica, com acesso à Série A e presença constante em competições internacionais, incluindo Libertadores e Sul-Americana, torneio em que chegou à final. Questionado sobre uma possível “receita” para o Remo trilhar caminho semelhante, evitou fórmulas prontas.
“Não há receita específica. É trabalho, dedicação e perseverança. Dá para se espelhar no que foi feito lá, fazer uma grande temporada aqui, com excelência e bons resultados, para conquistar também essas vagas tão importantes”, disse.
Zé Welison comentou ainda o desafio do calendário apertado em um ano de Copa do Mundo, com a temporada começando mais cedo, e ressaltou a importância do momento vivido pelo clube após o acesso. “É um momento importante para quem está chegando e para a equipe. A cidade está em festa. Esperamos competir à altura para manter o Remo na Série A. É uma competição difícil, que exige muita dedicação”, pontuou.
Antes de acertar com o clube, o volante buscou referências sobre Belém e o ambiente azulino. Segundo ele, o contato com Yago Pikachu foi decisivo. “Assim que surgiu a situação, falei com o Yago. Ele me deu boas informações, disse que era um bom clube para trabalhar. Não houve dúvida, aceitei logo o desafio”, contou.
Por fim, projetou as exigências da Série A, especialmente as longas viagens, e citou a importância do rodízio no elenco, algo já conhecido no trabalho do técnico Juan Carlos Osorio. “Trabalhei com o Vojvoda e ele também fazia esse rodízio. As viagens vão exigir muito da gente. É abrir mão de algumas coisas para desempenhar o melhor possível. Vai ser difícil, mas não podemos nos apoiar em desculpas. Temos que ser os mais fortes possíveis”, concluiu.
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