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Papão e seu esboço animador

Carlos Ferreira

Atuação compatível com o tempo de trabalho. Na vitória sobre o São Raimundo, o time bicolor não empolgou (e nem se esperava tanto!), mas mostrou um esboço animador do time em montagem. Vai ser assim nesse começo de temporada: time operário.

O segundo contato com a torcida já será com algum crédito, pelo fato de a primeira impressão ter sido positiva. Júnior Rocha, que já trabalhou 40 dias com esse elenco, vai ter a semana inteira para ajustes no time visando o Capitão Poço, domingo, novamente na Curuzu. O Papão está num passo a passo, movido por esforço, cumplicidade, determinação e esperança.

Braz, primeiro executivo idolatrado?

Marcos Braz foi o 13° executivo de futebol do Remo, idem Marcelo Sant'Ana no Paysandu. Nenhum dos antecessores teve tamanha relevância e quase todos saíram sem deixar saudade. Após oito meses de trabalho exitoso, Braz deixa um vazio! Talvez seja o primeiro executivo de futebol idolatrado por uma torcida. 

Divergências normais implicaram na decisão de não renovar o contrato. Braz seguiu o trabalho, cumpriu a missa de reforçar o elenco para a Série A e comunicou a decisão de sair. O presidente Antônio Carlos Teixeira argumentou em vão pela permanência. Pesou muito o embaraço ético por ser conselheiro do Flamengo. Braz deixa o cargo, mas mantém os laços que tinha com o clube antes de ser contratado, e foi atendido ao pedir a permanência do gerente de futebol Cadu Furtado e do diretor de logística Daniel Dambrós. O clube deve anunciar Luis Vagner Vivian, ex-CBF e Grêmio, como novo executivo. 

BAIXINHAS 

* Marcos Braz poderia ter sido mais objetivo nas explicações para a sua saída. Acabou dando margem para interpretações inverídicas e ataques injustos ao presidente Antônio Carlos Teixeira. Até agora o "divórcio" está mal explicado, como um casamento que não acabou.

* O maior legado de Braz no Remo é imperceptível aos torcedores. Transformação física e organizacional no Baenão. Processos implantados, ordem na casa, mentalidade mais profissional. Cadu Furtado, o executivo interino, participou diretamente do trabalho e vai tratar de manter a ordem. 

* Cauã Dias, fruto da base, um privilegiado na Curuzu. Começou a temporada como único lateral esquerdo do Papão, titular nos primeiros jogos. Tempo e chances para mostrar do que é capaz na concorrência com o uruguaio Facundo Bonifasi, que acabou de chegar. 

* Se o Remo começa a temporada sem transmitir confiança, o que é plenamente normal, o Vitória vive dias de tensão. O time rubronegro vem jogando abaixo das expectativas e sob o impacto da derrota para o time alternativo do Bahia, domingo, por 1 x 0, no Barradão.

* Como se não bastasse o gramado horrível, o Mangueirão se destaca negativamente entre os estádios da Série A também por ainda não ter sistema de biometria. Pela Lei Geral do Esporte, todos os estádios com capacidade acima de 20 mil lugares tiveram prazo até julho passado para a ativação do sistema. Mangueirão, quanto a isso, só embromação. 

* Fase probatória no Paysandu. O campeonato estadual vai dizer quem emplaca no elenco da Série C, que vai ganhar a chegada de seis a oito atletas em março. As contratações devem redimensionar o time bicolor também para a Copa do Brasil, que o Papão só disputa a partir da terceira fase.

* STJD decide hoje se mantém ou reforma a punição ao Remo e aos atletas Nico Ferreira e Diego Hernandez pela briga em campo no jogo de Florianópolis contra o Avaí. O clube está punido com portões fechados para o primeiro jogo em Belém na Série A, contra o Mirassol, e os atletas suspensos por quatro jogos, um já cumprido.