Osorio vê Remo superior no Re-Pa e minimiza riscos no empate com o Paysandu
Técnico azulino valoriza o domínio da equipe, entende críticas da torcida e aponta melhora nas finalizações como principal desafio após o clássico no Mangueirão
Em entrevista coletiva concedida ainda no Mangueirão, após o empate em 1 a 1, o técnico do Remo, Juan Carlos Osorio, avaliou que sua equipe foi superior ao longo da partida e minimizou os riscos sofridos, apesar das dificuldades apresentadas, sobretudo no primeiro tempo.
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Antes de entrar na análise tática, o treinador destacou o ambiente do clássico. Osorio comparou o cenário vivido em Belém a grandes rivalidades internacionais, ressaltando o peso das torcidas e do espetáculo fora das quatro linhas. Para ele, o contexto criado por remistas e bicolores esteve à altura de clássicos que já vivenciou na Europa e no México, embora tenha feito uma ressalva às condições do gramado, que, segundo ele, não acompanharam o nível do evento.
“Eu tive a oportunidade de estar em grandes clássicos, como jornalista, como treinador, e estive participando de clássicos como Manchester City-United, em México, e o cenário de hoje está nesse nível, muito legal, muito bom, propício para um bom jogo, duas torcidas fantásticas, mas infelizmente o campo não está nesse nível, mas o cenário, espetáculo, muito bom”.
No campo do jogo, o colombiano afirmou que o Remo controlou a partida e teve domínio territorial, especialmente a partir do momento em que passou a ocupar com mais frequência o terço final do campo, após a expulsão adversária. Na avaliação do treinador, o problema esteve menos na construção e mais na definição das jogadas, algo que ele atribuiu à qualidade técnica e ao capricho nas finalizações, que não apareceram como o esperado.
“Controlamos o jogo o tempo todo, o dominamos a partir da saída de alguns deles, há uma relação direta em entradas nos últimos trinta metros, no nosso terço ofensivo, e como termina a jogada, e aí é com a qualidade técnica dos jogadores, o capricho. Tentamos de toda a maneira, mas não conseguimos”.
Questionado sobre as substituições que irritaram a torcida azulina — quando optou por colocar dois zagueiros mesmo com um jogador a mais —, Osorio explicou que a decisão teve caráter preventivo. Segundo ele, o principal risco do Paysandu estava nas transições rápidas, e a entrada de Kayky Almeida e Marllon teve como objetivo proteger o centro da defesa. Na visão do técnico, a estratégia funcionou, já que o rival, mesmo valente, não criou chances claras de gol após o empate.
“Na jogada que eles poderiam nos fazer dano, era uma transição, porque tínhamos nossa defessa em centro todo de campo, por isso decidimos colocar Kayky e Marllon, para jogar por dentro, e creio que cumprimos bem, eles não tiveram nenhuma chance perigosa de gol”.
As críticas vindas das arquibancadas não foram ignoradas. Osorio reconheceu que o Remo teve dificuldades ofensivas nos primeiros 25 a 30 minutos e afirmou compreender a insatisfação do torcedor. Para o treinador, a equipe tem sido superior aos adversários em boa parte dos jogos, mas precisa transformar esse domínio em gols, ajustando especialmente o momento final das jogadas e mantendo intensidade independentemente das substituições.
“O que temos que melhorar são as finalizações, creio que através de todos os jogos que competimos, temos sido em 45-60 minutos superiores ao rival, agora é seguir melhorando, para que, quem entre, tenha a mesma intensidade de jogo”.
Por fim, o comandante azulino fez questão de elogiar o Paysandu. Osorio classificou o rival como uma equipe bem organizada, com uma proposta diferente da do Remo, mas executada com eficiência, especialmente no primeiro tempo. Para ele, o empate refletiu um jogo competitivo, que exigiu ajustes e deixou lições claras para a sequência do Parazão.
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