Condé reclama de calendário e explica dificuldades do Remo na Série A: ‘Não é choro’
Após empate com o Atlético-MG, treinador destacou a evolução da equipe e afirmou que o time ainda tem condições deixar a zona de rebaixamento.
O empate em 2 a 2 com o Atlético-MG, no sábado (8), no Mangueirão, manteve o Remo na zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar da situação incômoda na tabela, o técnico Léo Condé destacou a evolução da equipe nas últimas rodadas e afirmou que o time ainda tem condições de deixar a parte de baixo da classificação.
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Para o treinador, a campanha atual é diretamente influenciada pelo início ruim do Remo na competição. Condé assumiu parte da responsabilidade pelo desempenho nas primeiras rodadas e projetou uma reação nas partidas restantes.
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“A gente paga muito pelo mau início da competição. Não só o outro treinador que estava aqui, eu me incluo também. A gente chegou até entender o time, conhecer os atletas. Realmente, o mau início faz com que o somatório seja ruim. Mas, se a gente pegar as dez últimas rodadas e conseguir manter esse padrão nas 16 últimas, vamos ter, sim, chance de sair dessa situação”, afirmou.
O técnico também pediu uma análise do momento atual do Leão. Segundo ele, o desempenho recente coloca o clube em uma posição melhor do que a indicada pela classificação geral.
“Eu entendo que o fato do Remo estar nessa posição incomoda. Mas a gente tem que tentar olhar o copo meio cheio ou meio vazio. O que eu posso olhar é que a equipe está em crescimento. Se você pegar as dez últimas rodadas, provavelmente o Remo está ali entre o décimo e o 12º colocado. Então está tendo um crescimento”, disse.
Maratona de jogos
Condé também apontou o calendário como um dos fatores que dificultaram a preparação do Remo. Segundo o treinador, o clube disputou seis partidas em um intervalo de 16 dias, com viagens para São Paulo, Mirassol e Santos.
“Se você buscar aí — não é choro, é uma realidade — a tabela que foi montada para a gente é absurda. A gente começou um jogo na quinta-feira, contra o Corinthians, e fechou hoje, no sábado, seis jogos no intervalo de 16 dias”, reclamou.
O técnico afirmou que a comissão precisou administrar o desgaste físico e preservar alguns atletas. Para ele, a diferença financeira entre os clubes também pesa na capacidade de rotação do elenco.
“A gente tentou rodar algumas peças. É uma discrepância muito grande de orçamento. O Atlético hoje conseguiu rodar cinco jogadores. Mas pega o orçamento do Atlético e pega o orçamento do Remo”, comparou.
Desgaste preocupa
A sequência também trouxe preocupação com o departamento médico. Condé citou Marcelinho e Mayk como jogadores que tiveram pouco descanso durante a maratona e revelou preocupação com as condições dos jogadores após o empate.
“É uma pena. Tomara que não seja nada grave nem com o Marcelo (Marcelinho), nem com o Mayk. Vamos ter agora oito, nove dias para recuperar e acho que, até o final do ano, não vamos ter essa maratona de muitos jogos em intervalo curto”, afirmou.
Postura reativa
Sobre a postura da equipe, Condé reconheceu que gostaria de ver o Remo atuando mais tempo no campo de ataque, principalmente em casa, mas ressaltou que o comportamento precisa se adaptar às circunstâncias de cada partida.
“O ideal, como eu falo sempre, é tentar jogar no campo do adversário o tempo inteiro, principalmente jogando em casa. Mas é quase impossível isso”, explicou. “O detalhe é a gente ter o entendimento do jogo.”
Próximo jogo
O Remo volta a campo pela Série A do Campeonato Brasileiro na segunda-feira (17), às 20h, contra o Internacional-RS, pela 23ª rodada. A partida, que ocorre no estádio Beira Rio, em Porto Alegre, terá transmissão Lance a Lance pelo Oliberal.com e ao vivo na Rádio Liberal+.