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Condé diz que Fluminense foi muito superior e prevê 'muito trabalho' para tornar o Remo competitivo

Sem citar posições específicas, ele confirmou que a diretoria já trabalha no mercado para suprir carências do grupo

Igor Wilson

Na estreia do técnico Léo Condé, o Clube do Remo saiu de campo derrotado e com um diagnóstico direto do próprio comandante. Após a vitória do Fluminense Football Club no Estádio Mangueirão, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Série A, o treinador reconheceu a superioridade do adversário, afirmou que o clube precisa reforçar o elenco para se tornar competitivo e admitiu que terá “bastante trabalho” para estruturar a equipe diante de rivais com realidade econômica muito superior.

Remo é dominado pelo Fluminense e amarga derrota no Mangueirão
Tricolor carioca é superior durante os 90 minutos e vence por 2 a 0, gols de John Kennedy e Cannobio. Leão fica no Z4 e segue sem vencer.

Segundo Condé, o desempenho do adversário refletiu a diferença entre as equipes em campo.

“A gente não conseguiu achar o ponto de marcação. O resultado foi mais do que justo, o adversário foi bastante superior à nossa equipe”, avaliou o treinador, que fez sua primeira partida à frente do Leão.

O técnico também citou o contexto recente do clube para explicar o momento atual. De acordo com ele, o Remo vive um processo de adaptação após subir rapidamente de patamar no futebol brasileiro, passando a enfrentar adversários com maior poder de investimento.

“A gente espera o mais rápido possível estruturar essa equipe pra fazer frente a esses grandes adversários que vamos ter”, afirmou.

Condé ainda destacou que conhece bem o nível das equipes da elite nacional e apontou o Fluminense como um dos times mais fortes do momento. “Enfrentei todas essas equipes ano passado e, na minha opinião, o Fluminense é uma das melhores, a que mais cresceu no segundo semestre do ano passado, com a contratação de várias peças, principalmente com a chegada do Acosta, e esse ano já chegaram vários outros”, comentou.

Dentro de campo, o treinador explicou que a proposta inicial era tentar diminuir os espaços do adversário, algo que funcionou apenas nos primeiros minutos. “A gente tinha que encurtar o máximo possível. Conseguimos no início do jogo, mas depois acabamos cedendo muito espaço e praticamente fomos envolvidos”, disse.

Na tentativa de reagir, a comissão técnica promoveu mudanças, mas o segundo gol do Fluminense acabou dificultando qualquer possibilidade de reação azulina. “Fizemos algumas mudanças de peças no intuito de tentar encaixar melhor nossa marcação e atacar espaços, mas no momento em que a gente estava começando a equilibrar o jogo, acabamos sofrendo o segundo gol. Aí ficou muito confortável para o Fluminense, que é um time que tem a posse de bola”, analisou.

Condé também comentou sobre o apoio da torcida, que compareceu em grande número ao Mangueirão mesmo após a derrota na final do Campeonato Paraense. “A torcida veio em grande número, mesmo após a perda do estadual. Apoiaram no início dentro do possível, mas depois que a gente sofreu o gol tivemos bastante dificuldade”, disse.

Para o treinador, o próximo passo será fortalecer o elenco. Sem citar posições específicas, ele confirmou que a diretoria já trabalha no mercado para suprir carências do grupo. “Tem posições que temos carências. O clube já está buscando, trabalhando para isso, para que a equipe se torne competitiva e em condições de jogar de igual para igual contra esses grandes adversários que vamos ter pela frente”, concluiu.