Quase aposentado, ídolo nordestino do Paysandu teve uma segunda chance e mostrou o seu valor

Jogador fez parte das maiores conquistas do clube bicolor

Fábio Will

O futebol possui suas particularidades. O jogador que hoje está aqui, amanhã viaja para outro estado, outro país. No Paysandu, uma pessoa especial e que foi peça importante na história do clube adotou Belém, sem esquecer a origem nordestina. Vandick, ídolo do Papão, não esconde a felicidade de morar na capital paraense, mas a saudade aperta e por isso sempre que pode vai para Bahia (BA), visitar a família na cidade de Conceição do Coité (BA), distante 217 quilômetros da capital Salvador (BA).

No dia em que inicia a semana da cultura nordestina, a história de Vandick no futebol é entrelaçada com outro nordestino, que lhe deu forças para continuar, em um momento delicado no Paysandu, que tinha tudo para dar errado, mas que o final foi especial.

“Quando cheguei no Paysandu em 2001, não fui bem no estadual e meu nome estava em uma lista de dispensa. Eu já com 35 anos, pensava em encerrar a carreira e o professor Givanildo Oliveira conversou comigo e garantiu que eu ficaria para o restante da temporada. A conclusão é que terminamos com o título da Série B e eu com 14 gols, artilheiro do Paysandu”, comentou.

Givanildo Oliveira apostou em Vandick em 2001 (Ary Souza / Arquivo OLiberal)

BELÉM-BAHIA

A saudade só não é maior da nordeste pelas características de Belém. De acordo com Vandick, as cidades são parecidas em três aspectos.

“Amo a cidade de Belém, pois possui coisas parecidas com a Bahia, como a culinária, de comidas quentes, cores fortes e a fé que povo possui aqui por Nossa Senhora de Nazaré é a mesma devoção que o baiano têm pelo Senhor do Bonfim, além da rivalidade no futebol”, comentou.

ÍDOLO NORDESTINO

Vandick iniciou a carreira na Catuense-BA e tinha como ídolo no futebol o jogador Beijoca, ídolo do Bahia.

“O Beijoca era o jogador que eu mais me identificava. Chegava cedo aos treinos só pra assistir ele nos treinos. Foi um jogador que me espelhei e pude ter um contato ainda garoto e que não sai da minha memória”, falou.

PRECONCEITO

O ex-jogador disse não ter sofrido pelo fato de ser nordestino, mas sabe que isso é comum, principalmente nesse momento em que as redes sociais dominam a internet. Vandick lamenta esse tipo de situação e fala do orgulho em ser nordestino.

“Durante a minha carreira não tive problemas com preconceito, mas já ouvi histórias de pessoas próximas. O preconceito se combate com educação e respeito”, salientou.

Paysandu
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