A derrota de virada por 2 a 1 para o Amazonas, pela 15ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, deixou o técnico do Paysandu, Júnior Rocha, insatisfeito principalmente com os erros defensivos apresentados pela equipe. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador avaliou que o Papão controlava o confronto após abrir o placar, mas acabou sendo penalizado por falhas de concentração.
Segundo o comandante bicolor, o resultado teve um peso ainda maior pelo fato de a equipe ter iniciado o jogo em vantagem. "O futebol é traiçoeiro. Tem que ter um nível de concentração altíssimo no início, meio e fim do jogo. Não dá para vacilar nesses lances como nós vacilamos. Esses tipos de erro comprometem o resultado final. A indignação é maior porque saímos vencendo por 1 a 0, tínhamos o controle e as ações do jogo, mas pecamos em lances que comprometeram a partida."
Júnior Rocha explicou que a comissão técnica tem trabalhado diariamente para corrigir o sistema defensivo, mas ressaltou que o desempenho depende do comportamento coletivo da equipe em campo. "A gente vem fazendo os ajustes defensivos necessários, reforçando a questão da cobertura, mas o futebol é coletivo. Às vezes alguns erros individuais comprometem toda a nossa estrutura. Agora é recuperar os atletas, seguir orientando e trabalhar para que esses erros não voltem a acontecer."
Questionado sobre a queda de rendimento ao longo do confronto, o treinador evitou individualizar responsabilidades e voltou a destacar a necessidade de manter o foco durante os 90 minutos. "Apontar um ou outro não vai nos levar a lugar nenhum. O nível de concentração tem que ser de todos. Temos feito um dia a dia muito bom e realizado boas partidas, mas alguns erros acabam comprometendo. Vamos rever os vídeos e fazer com que os atletas busquem mais conhecimento de si próprios para fortalecer o coletivo."
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Outro ponto abordado foi a quantidade de erros em passes durante a partida. Para Júnior Rocha, o problema esteve mais ligado à concentração do que ao modelo de jogo adotado pelo Paysandu. "A gente tem o nosso padrão. Depende muito de como o atleta está no dia e do nível de concentração. Em outros jogos conseguimos errar menos. O que mais me chateia é ter saído na frente, controlado o jogo e falhado em lances pontuais. Nosso ataque tem produzido muitos gols durante o ano, mas a parte defensiva ainda está nos devendo."
O treinador também explicou as mudanças promovidas na etapa final. Segundo ele, as substituições já estavam planejadas antes mesmo da virada e tinham como objetivo aumentar a força ofensiva pelos lados do campo, além de administrar o desgaste físico de alguns jogadores. "As alterações já estavam praticamente definidas antes do segundo gol. Colocamos o Taboca e o Thalyson para dar mais força ofensiva e velocidade. O Pablo vinha sem ritmo de jogo, enquanto o Taboca tem mais profundidade. Depois entraram Ítalo e Henrico porque o Caio já apresentava desgaste. Foram mudanças dentro do contexto da partida."
