Junior Rocha: 'Não fomos efetivos para empatar o jogo'
Treinador do Paysandu avaliou a estreia com derrota para o Brusque no quadrangular da Série C
O técnico Junior Rocha não fez rodeio ao falar sobre a derrota para o Brusque na primeira rodada do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro. Nesta segunda-feira (7), os bicolores foram superados pela equipe catarinense em pleno Estádio do Mangueirão.
Para o treinador, faltou efetividade ao Paysandu durante os 90 minutos. Junior Rocha apontou que a falta de sincronia da equipe na etapa final foi determinante para o resultado, principalmente por ter dois jogadores de área - Ítalo e Juninho - em campo.
"No primeiro tempo tivemos uma melhor sincronia (de conjunto de equipe) porque jogamos assim há bastante tempo. Quando tem a alteração tática, com dois (camisas) nove (em campo), mesmo treinando, ainda é pouco (para ter uma sincronia melhor de equipe) pela intensidade que precisa. Mesmo criando as possibilidades (de gol), não fomos efetivos para empatar o jogo", disse.
Junior Rocha avaliou ainda outro dois pontos importantes da partida feita pelo Paysandu: as idas ao ataque pelos lados do campo e a recorrência de cartões amarelos, em destaque para o sistema defensivo, que teve a dupla de zaga e os dois volantes pendurados em campo.
No primeiro quesito, o treinador do Paysandu ressaltou que o objetivo é sempre usar os dois lados para atacar, mas que somente um funcionou neste jogo.
"Tentamos usar os dois corredores iguais (para atacar). No primeiro tempo fluiu mais com o Thayllon (pela direita). Depois do segundo gol (do Brusque), o (Luciano) Taboca sentiu. Faz parte. Tentamos circular dos dois lados, mas o direito fluiu melhor. No segundo tempo faltou sincronia para criar mais (pelos lados)".
Já em relação ao excesso de cartões amarelos, Junior Rocha disse que não tem como "controlar isso". Porém, não tinha outra alternativa a não ser escolher quais mudanças seriam feitas por cartão, já que Gustavo Henrique, Pedro Carrerette, Caio Mello e Pedro Henrique estavam pendurados e podiam ser expulsos a qualquer momento.
"É do jogo (levar cartão). Não tem como controlar isso. O Pedro (Carrerette) vem pegando muita experiência na Série C. É importante pra carreira dele. O Caio (Mello) não tinha outra alternativa. sempre peço para ser muito combativo e matar as jogadas, o que não fizemos nos dois gols (do Brusque). O Brusque é muito letal na transição. Serve de experiência para eu analisar e tirar do jogo (quem já está com cartão amarelo). Teve uma transição (de jogada do Brusque) que o Pedro tirou o pé para não tomar o segundo amarelo", finalizou.
Sem pontuar, o Paysandu ocupa a lanterna do Grupo C do quadrangular da Série C do Brasileirão. No próximo domingo (13), a equipe bicolor vai até Araraquara, no interior de São Paulo, encarar a Ferroviária, às 16h, na Arena Fonte Luminosa.