No aniversário de Belém o Mangueirão clama por melhorias

Estádio Mangueirão é o principal palco do esporte na capital paraense, mas que foi abandonado e requer uma grande reforma

Redação Integrada

O Estádio Olímpico Jornalista Edgar Proença, ou simplesmente, Mangueirão, integra a paisagem de Belém desde 1975. Dos 403 anos da cidade, celebrados neste final de semana, há 43 anos, o estádio se tornou um símbolo do quanto Belém pulsa esporte. Tanto que a ideia inicial, proposta pelo então governador Alacid Nunes, era de um praça de esporte com capacidade superior a 100 mil pessoas. Do tamanho da paixão do paraense pelo futebol. No entanto, o estádio foi inaugurado com pendências na estruturas de arquibancada. E ganhou o apelido carinhoso (e próprio da linguagem que só o paraense tem): 'bandola'.

 
Mas, qualquer estrutura de concreto ainda pendente, não era capaz de impedir o amor pelo futebol do paraense. Que, com o perdão do bordão, faça chuva, faça sol está presente no principal estádio do Pará. O estádio vibra, pulsa e oferece momentos de intensa entrega emocional. É uma espécie de segunda casa do paraense. Invariavelmente todos os anos, é palco do clássico Re-Pa, e dos inevitáveis, apesar de recorrentes, insucessos dos principais clubes do Pará em competições nacionais. E também dos poucos sucessos. Como esquecer do gol do Bergson já na reta final do Re-Pa em 2017, que consolidou o título do Paysandu, bicolor? Ou como esquecer das vitórias, em sequência, diante do Papão que levaram o Remo ao título de 2018? Isso para abordamos a história recente. Por lá, já passaram a classe de Belterra, Agnaldo, Sandro, Gian e tantos outros, que formariam uma lista interminável. 


Afinal, paraense que gosta de esporte tem história para contar do estádio. De fato, o estádio ganhou um status nacional a partir de 2002, pós-reforma, feita na administração do governador Almir Gabriel. Uma das novidades foi a pista de atletismo com padrão internacional. E foi assim que o público paraense passou a prestigiar, de perto, o Grande Prêmio de Atletismo. Por três vezes, mais de 40 mil pessoas. E em 2003, foi a vez do Paysandu apresentá-lo para os sul-americanos. Com uma campanha memorável na Copa Libertadores, o Papão levou 57.330 torcedores no derradeiro jogo contra Boca Juniors.


Quando os clubes locais passaram a vivenciar uma má fase, e as competições nacionais cessaram, a seleção brasileira voltou a pisar no Mangueirão - a primeira vez foi em 8 de novembro de 1990, 0x0 contra a seleção do Chile, e a segunda em 1997, contra a seleção do Marrocos, de 2x0 para o Brasil. Em outubro de 2005, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, a seleção brasileira venceu a Venezuela por 3x0. O show foi do quadrado mágico: Adriano, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Em 2011, o Mangueirão recebeu o Superclássico das Américas, disputada por Brasil e Argentina, no qual o Brasil ganhou por 2x0. Um prêmio para quem, momentos antes de a bola rolar, cantou o hino nacional, em cena tão emocionante quanto histórica. É, de fato, a paisagem de Belém não seria a mesma sem o Mangueirão... 

 

Esportes
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