Duelos com ares de "tira cisma"
Dos quatro duelos da nova fase do Parazão, só um é inédito: Cametá x Santa Rosa. Os outros três tem ares de "tira cisma", principalmente o clássico Paysandu x Tuna, visto que há duas semanas a Tuna derrotou o Papão em Augusto Corrêa. Desta vez será em Belém, quinta-feira.
O Castanhal volta a Capitão Poço, onde foi vencido no domingo. Um clássico do nordeste do Pará. E quem imaginou o Remo com força máxima em Marabá, amanhã, contra o Águia, já foi frustrado pela decisão de Osorio, que vai mesclar, como fez no Re-Pa. Vai acionar somente alguns dos atletas que vêm jogando a Série A. E se o Remo avançar, fará o mesmo na semifinal. A preocupação dele é proteger os principais atletas de lesão por excesso de jogos quando ainda não estão prontos para tanto.
Até parece ironia
O único invicto do campeonato estadual, ironicamente, foi o quinto colocado da fase classificatória, com duas vitórias e quatro empates. Mesmo com os descontos de ter usado time alternativo, o Remo ficou devendo futebol. O único jogo em que teve boa performance foi justamente na vitória sobre o Águia (3 x 0), no Baenão. O reencontro, amanhã, será em Marabá, na tensão de um jogo eliminatório na casa do adversário.
O Paysandu está sendo o que se esperava. Um time instável que se supera na bravura e que vai ganhando casca jogo a jogo, dentro do que foi planejado visando a Série C. Na quinta-feira, diante da valente equipe da Tuna, mais uma jornada com total obrigação de se impor e vencer.
BAIXINHAS
* Impressiona a sonolência de Catarozzi, Cufré e Rafael Monti. Eles, recém-chegados, ainda não entenderam o que é jogar no Remo. Mais graves os casos dos também sonolentos Tassano, Cantillo e Panagiotis, que são remanescentes. Nico Ferreira é o inverso. Muito raçudo, ele compensa as limitações técnicas com entrega física.
* Carlinhos ainda não justificou a vinda para o Leão Azul, mas, pelo menos, está mostrando muito esforço para acertar. Talvez por isso, e pela lesão de Eduardo Melo, escape dos cortes a serem feitos no elenco e tenha mais oportunidades para conquistar espaço.
* Italo tem um gol a cada dois jogos pelo Papão. São três em seis jogos. Ele é o vice-artilheiro do Parazão, abaixo de Leandro Sampaio, o grande destaque do Cametá, autor de quatro gols, arma do Mapará contra o Santa Rosa na quinta-feira.
* Parazão vai ocupar mais seis datas apenas até o fechamento. Amanhã e quinta-feira, sábado e domingo. Depois, a decisão do título nos dias 1° e 8 de março. Paralelamente ao Parazão, os
quatro eliminados de quarta e quinta-feira vão disputar a Copa Grão Pará, cujo campeão terá vaga na Copa do Brasil 2027.
* Como se imaginava, surgiu denúncia de ilegalidade no campeonato. Uma investida desesperada do Bragantino contra o rebaixamento, acusando o Castanhal de ter utilizado ilegalmente o atleta Renan. FPF dá parecer indicando improcedência à denúncia, que está no TJD.
* Cametá e Paysandu só tomaram quatro gols nas seis rodadas da fase classificatória. São os times menos vazados. Capitão Poço e Remo fizeram nove gols e são as maiores artilharias do Parazão.
* Mathaus Sodré chegou ao Bragantino com o cartaz de campeão estadual pelo Águia. Emerson Almeida chegou ao São Francisco como "rei do acesso". Os dois técnicos, porém, assinam os rebaixamentos deste Parazão. Robson Melo, mesmo sem brilho no São Raimundo, ganhou emprego da Tuna, no lugar deixado por Alexandre Lopes.
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