Deiveson Figueiredo 'comemora' 14 anos de carreira em luta contra russo no UFC
Lutador tem 38 anos e busca o segundo cinturão na organização
Ex-campeão da categoria dos moscas (até 57 kg) do UFC e um dos grandes destaques da organização nos últimos anos, o paraense Deiveson Figueiredo completará 14 anos como atleta profissional de MMA em fevereiro deste ano. A “comemoração” será neste sábado (24), no UFC 324, contra o russo Umar Nurmagomedov. Em entrevista antes do combate, o lutador, conhecido como Daico, o Deus da Guerra, contou que, quando começou a lutar, não imaginava que iria tão longe e que agora não pensa em parar.
“No início da minha carreira, eu pensei que, com 37 ou 38 anos, eu estaria parando de lutar. Mas, assim, eu sou de Soure, sou marajoara, fui criado na selva e me adaptei desde cedo ao perigo. E eu gosto disso [de lutar]. Hoje estou com 38 anos e não penso em parar. A cada dia, a cada mês, a única coisa que eu coloco na minha cabeça é que eu tenho que ser um atleta profissional de verdade, me alimentar bem, dormir bem e nunca parar de treinar, sempre estar na ativa”, declarou o lutador.
Nos 14 anos de carreira, Deiveson acumula 25 vitórias, cinco derrotas e um empate. Já foi campeão do peso-mosca do Ultimate e agora busca o segundo cinturão, desta vez na categoria dos galos (até 61 kg). Para tentar uma disputa pelo título, que atualmente pertence ao russo Petr Yan, o paraense terá que passar por Umar Nurmagomedov, primo do ex-campeão do UFC Khabib Nurmagomedov e segundo colocado do ranking da categoria.
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O adversário de Deiveson é um dos atletas mais duros da organização e tem apenas uma derrota na carreira - para o ex-campeão Merab Dvalishvili. Ao todo, são 19 triunfos no cartel. O último deles foi contra o nono colocado da categoria, Mario Bautista.
Mesmo assim, Daico disse estar empolgado para a luta, que será um grande desafio. Segundo ele, o combate deu um gás a mais na preparação.
“[Estou] estreando [o ano] com o pé direito. Para mim, pegar uma luta contra o número 2 do ranking me deixa muito feliz, me deixou bem animado para fazer um camp feliz”, destacou o paraense, que afirmou que o grappling do russo não será um problema.
“Lutar contra um cara que gosta do grappling, gosta de colocar para baixo. Eu venho fazendo um trabalho em cima disso desde que mudei de categoria, eu venho sendo um grappler. Certamente vai ser um encontro de grapplings”, analisou.
Apesar de estar confiante no jogo de chão, Deiveson destacou que o seu poder de nocaute pode e deve ser o diferencial para, no final, sair com o braço erguido.
“Mas o que ressalta é que eu sou um striker verdadeiro e eu fiz um trabalho para não deixar ele amarrar a luta, que é o trabalho que ele gosta de fazer. E eu estou preparado para o jogo dele”, completou o ex-campeão.
Vindo de uma vitória no Ultimate e sendo o sexto colocado do ranking da categoria, o paraense não é apontado como favorito para o combate. As casas de apostas o colocam como o grande azarão da noite. O status não incomoda Deiveson, que disse ter transformado isso em motivação para levar ao octógono.
“Eu não tenho como desrespeito [o fato de me colocarem como azarão]”, afirmou Daico. “Mas sim como um incentivo para entrar lá e quebrar a banca mais uma vez”, finalizou o lutador.
O UFC 324 terá como luta principal a disputa do cinturão interino no peso-leve, entre Justin Gaethje e Paddy Pimblett. As lutas começam no card preliminar, às 19h, e o card principal tem início às 23h.
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