MENU

BUSCA

Atleta ucraniano é desclassificado dos Jogos Olímpicos por capacete contra guerra; entenda

A decisão gerou repercussão internacional e críticas de autoridades ucranianas

Gabrielle Borges

O atleta ucraniano Vladislav Heraskevych foi desclassificado das provas de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 nesta quinta-feira (12), após tentar competir com um capacete que exibia imagens de esportistas mortos na guerra contra a Rússia. A decisão foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Heraskevych, que representava a Ucrânia na competição, tinha como objetivo utilizar o acessório como forma de homenagem às vítimas do conflito. No entanto, a organização das Olimpíadas considerou que a manifestação visual violava as regras do evento, que proíbem mensagens políticas ou de caráter militar durante as provas.

VEJA MAIS

Entenda como surgiram os jogos Olímpicos de Inverno
As competições em gelo e neve tiveram início cerca de 23 anos antes do primeiro “Jogos Olímpicos de Inverno” oficial


Após Olimpíadas de 2024, França será sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030
COI também anunciou que Salt Lake City, nos EUA, será sede da competição de 2034.


Brasil estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno
Jaqueline Mourão fica em 74º lugar na competição


 

O COI havia apresentado uma solução alternativa: o uso de uma braçadeira preta em substituição ao capacete com imagens de esportistas mortos na guerra entre Ucrânia e Rússia. No entanto, nesta quinta, ao chegar às instalações da competição, Heraskevych manteve sua posição, mesmo após reunião com a presidente do COI, Kirsty Coventry.

“Como nas reuniões anteriores, ele se recusou a mudar a sua postura”, informou a entidade. Diante disso, os juízes da Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton (IBSF) aplicaram o regulamento.

Autoridades ucranianas contestaram desclassificação

A decisão gerou repercussão internacional e críticas de autoridades ucranianas. O presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, comentou nas redes sociais:O esporte não deveria significar amnésia, e o movimento olímpico deveria ajudar a acabar com as guerras, não fazer o jogo dos agressores”, afirmou.

O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sibiga, reforçou a crítica: “O COI vetou não apenas o atleta ucraniano, e sim a sua própria reputação. As gerações futuras vão citar isto como um momento de vergonha”, disse.

Heraskevych também se manifestou, defendendo sua posição: “Este é o preço da nossa dignidade”, escreveu em um post no Instagram.


(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)