O mais recente caso de racismo contra o jogador Vinicius Jr., reacendeu as discussões acerca de atos de injúria racial no futebol, principalmente nos estádios. Na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), protocolou, na última terça-feira (23), dois requerimentos para que as Secretarias de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH) e de Esporte e Lazer (SEEL) se posicionem sobre o episódio ocorrido com o jogador Vini Jr., e expliquem o que tem sido feito para combater o racismo nos estádios e arenas esportivas paraenses.
Nos requerimentos, a deputada cobra do Governo do Estado que divulgue dados sobre casos de racismo ocorridos nos estádios paraenses, informe quais tipos de procedimentos legais e administrativos estão sendo tomados para que os autores de crimes de ódio sejam identificados, e quais medidas são adotadas para evitar que casos como o de Vini Jr. se repitam no Pará.
“O governo deve agir, de forma enérgica, para evitar que o racismo, bem como as demais violações de direitos humanos, se perpetuem dentro dos estádios e demais arenas esportivas paraenses. Devem ser tomadas todas as providências para identificar a pessoa que praticou o ato de racismo ou injúria racial, bem como devem ser intensificadas as fiscalizações e controles para evitar condutas racistas durante as competições”, disse a deputada.
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No documento, foi lembrado o caso da atacante Silmara, do time feminino do Paysandu, que sofreu injúria racial em uma partida contra o Remo, no Campeonato Paraense Feminino 2022. Um torcedor rival, na ocasião, gritou para a atleta “Essa 9, essa macaca, nem faz gol”. No momento do ocorrido, a jogadora chorou e foi amparada pela equipe.
“Dentro ou fora dos campos, racismo é jogo sujo. Estamos com Vini Jr. por um futebol sem preconceitos. Que as pessoas pretas não precisem nunca mais voltar para os bancos após reagirem às humilhações, falta de empatia e excesso de chacota. Toda a nossa solidariedade a ele e a todas as pessoas pretas praticantes de esportes que sofrem racismo cotidianamente”, finalizou a deputada.
