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Futebol

Football e soccer: a conexão entre Brasil e Estados Unidos

Entre a conquista do tetra e a Copa de 2026, o futebol ganhou espaço nos Estados Unidos, onde a influência brasileira segue presente dentro e fora dos gramados

Felipe Campos

12 de julho de 2026 às 08:30

( Foto: Tarso Sarraf / O Liberal )

Em 1994, o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos, um país que respira basquete e futebol americano e que ainda estava apenas "engatinhando" no que eles chamam de soccer. Trinta e dois anos depois, a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo da FIFA de 2026 nas oitavas de final, mesma fase em que os americanos — novamente anfitriões da competição — deram adeus ao Mundial.

Nesse intervalo entre os dois torneios, os Estados Unidos desenvolveram a MLS, principal liga de futebol do país, e sempre tiveram o Brasil como um modelo a ser seguido. Nas ruas de Nova York e de Nova Jersey, muitos americanos até arriscam falar em português ao mencionar que a Seleção Brasileira "joga bonito". Um dos jovens que começou a acompanhar o futebol por influência do Brasil é Kawan Florcy, que falou sobre a ligação entre os dois países.

"Eu nasci em 1999 e sempre gostei de acompanhar futebol. O Brasil sempre foi conhecido por revelar grandes jogadores, como Ronaldinho e Neymar. Acho que nós (americanos) gostamos do futebol brasileiro pelos dribles. É como uma enterrada na NBA ou um passe do Mahomes na NFL", revelou. Morador de Newark, em Nova Jersey, Kawan vive em um bairro com forte presença de imigrantes latino-americanos e caribenhos. Com culturas e idiomas mais próximos da realidade brasileira, ele contou como começou a assistir futebol.

"Moro perto de muitos equatorianos e cubanos. Eles gostam muito de futebol, e esse é um dos esportes mais assistidos na região. Comecei a acompanhar por causa deles. Confesso que conheço poucos times brasileiros, como Flamengo, Corinthians e Palmeiras. Assistimos mais ao futebol europeu por aqui, e os brasileiros acabam se destacando por lá. Entre os jogadores, conheço o Gilberto (atacante com passagens por Vasco e Bahia), porque ele jogou no New York Red Bulls", acrescenta.

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Se o futebol continua a se desenvolver nos Estados Unidos, o esporte mais popular do país tem um nome muito parecido: football. Conhecido no Brasil como futebol americano, o esporte conta atualmente com um brasileiro na NFL: o kicker Cairo Santos. No entanto, a ligação mais conhecida do Brasil com a modalidade passa pela modelo e empresária Gisele Bündchen.

A gaúcha foi casada por muitos anos com Tom Brady, ex-quarterback e considerado o maior jogador da história do futebol americano. Sete vezes campeão do Super Bowl, ele soma mais títulos do que qualquer franquia da NFL, sendo seis deles conquistados pelo New England Patriots.

Durante a semana, a reportagem do Grupo Liberal esteve em Foxborough, cidade que recebeu jogos da Copa do Mundo e sede do time pelo qual Brady atuou durante o casamento com Gisele Bündchen. No centro de treinamentos dos Patriots, as fotos do ex-jogador continuam expostas.

Em conversa com o funcionário Peter Steven, ele contou que o casal sempre foi bastante reservado, mas que chegou a ouvir Gisele Bündchen conversando em português com os filhos. Brady, por sua vez, compreendia parte do idioma, mas se comunicava predominantemente em inglês.

Mais de três décadas depois do tetracampeonato conquistado em solo americano, o futebol mudou de patamar nos Estados Unidos. A modalidade ganhou espaço, fortaleceu sua liga e passou a fazer parte da rotina de milhões de torcedores. Nesse processo, o Brasil segue como uma das principais referências do esporte no país, seja pelos craques que revelou, pelo estilo de jogo que consagrou a expressão "joga bonito" ou pela influência que continua exercendo sobre novas gerações de fãs.