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Da dor à reconciliação: como está a relação de amor de Remo e Paysandu com as torcidas

Após um 2021 de mágoas, bicolores e azulinos vivem estágios diferentes de uma reaproximação com a torcida. 

Caio Maia

O dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, famoso por suas frases sobre relacionamentos, dizia que uma das maiores amores que existem era entre o torcedor e seu clube do coração. Esse sentimento, manifestado por azulinos e bicolores a cada jogo de Remo e Paysandu, apesar de ser genuíno, é muitas vezes machucado. Seja por derrotas ou por campanhas decepcionantes, ambas as torcidas tem experimentado a "dor do amor" ultimamente.

O Paysandu machucou o coração da Fiel ao fazer uma campanha bastante decepcionante na Série C de 2021. A equipe terminou a segunda fase do torneio com o pior rendimento entre os oito times participantes. Já a do Remo viveu uma dor até mais profunda: a do rebaixamento. Após ficar mais de 70% da Série B do ano passado fora da zona da degola, o time remista acabou amargando o descenço à Terceirona.

Apesar disso, o panorama para 2022 é animador. Após alguns ajustes, ambas as torcidas têm tido uma relação mais afável com suas equipes. De acordo com torcedores e comentaristas de O Liberal, Remo e Paysandu vivem estágios diferentes de uma bonita conciliação. 

Lua de Mel bicolor

Torcedor do Paysandu poderá passar o Dia dos Namorados na Curuzu, acompanhando o time (Thiago Gomes / O Liberal)

O amor está no ar. É isso que se sente quando se vai ao estádio da Curuzu, em Belém. Após uma campanha decepcionante na Série C do ano passado, o Paysandu começou a Terceirona de 2022 a mil por hora. São três vitórias seguidas, todas empurradas pela apaixonada Fiel Bicolor. De acordo com o jornalista Carlos Ferreira, torcida e clube vivem uma verdadeira Lua de Mel.

"A torcida do Paysandu há muito tempo não ficava tão feliz e confiante. Ambos vivem uma relação de amor de quem acabou de fazer as pazes. Vindo de experiências dolorosas e frustrantes, desta vez há um time muito promissor. A esperança está em alta e o clube é mais candidato do que ao acesso", avaliou. 

Quem comemora esse novo momento do Bicola é o universitário Phablo Alves. Ele conta que tem visto nos últimos jogos na Curuzu um clima indescritível, mas alerta que essa relação com o Papão pode ter altos e baixos no futuro. 

"O Paysandu sempre mata a gente de raiva, como ocorreu na final do Parazão, que a gente foi derrotado pelo rival. Apesar disso, no Brasileirão o time segue muito bem. Nossa relação tem tido altos e baixos, mas confio que vamos viver uma estabilidade daqui pra frente"

Reconciliação azulina

Leão Azul se conciliar com torcida nesta Série C (Samara Miranda / Remo)

Sabe aquele casal que teve uma grande briga, mas que, aos poucos, volta a fazer as pazes? Essa é a relação da torcida do Remo com o clube nos últimos meses. Depois do rebaixamento à Série C, no final do ano passado, e um início de 2022 vencedor, mas sem brilho, a torcida azulina parece estar voltando a se apaixonar pelo clube depois de uma sequência de boas atuações na Terceirona. Pelo menos é o que afirma o jornalista Pio Netto.

"O torcedor do Remo tem uma característica de ser excessivamente exigente. Ele não quer só vitória, mas vitória com rendimento. Hoje o momento é de resgate de confiança. O torcedor voltou a acreditar no bom rendimento do time. O amor azulino é incondicional, mas só é aflorado em bons momentos", avaliou.

Apesar da reconciliação, alguns torcedores ainda tem um "pé atrás" com o time na temporada. Um deles é o jornalista Kauê Cohen, que tem acompanhado as partidas do clube na Série C. Segundo ele, o time vive altos e baixos no ano, assim como uma relação amorosa. Apesar disso, ele afirma que o mais importante é manter acesa a paixão pelo clube.

"O torcedor azulino está num processo de reconquista. Neste ano o time ainda não convenceu. Eu percebo uma instabilidade técnica, tática e de vontade. Assim como numa relação amorosa, o time de altos e baixos. É um processo de reaproximação e isso em qualquer relação de amor acontece. O amor é feito de momentos bons e outros complicados", disse.

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