Congresso técnico não define Parazão e presidente do Paysandu acusa manobra da FPF: 'Vergonha'

Seis clubes votaram a favor do término do campeonato com título para o Papão; Remo e Bragantino foram contra. Itupiranga e Tapajós se abstiveram

Redação Integrada

A reunião realizada, desde 16h, em vídeo-conferência, englobando os clubes participantes do Campeonato Paraense 2020, terminou após três horas de forma frustrante e pode parar em vias judiciais. O presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, saiu revoltado e acusou a Federação Paraense de Futebol de promover uma manobra de bastidores para não prejudicar o 'clube favorito'.

"O Paysandu foi declarado campeão pelo congresso técnico. Seriam definidos o segundo, terceiro e quarto lugar. Você não teria os clubes rebaixados. Teríamos a divisão da meritocracia para termos uma solidariedade com o momento do futebol paraense, onde a Federação também doaria 10% da logística que não foi custeada", explicitou. "Essa proposta foi votada por Paysandu, Castanhal, Independente, Águia, Paragominas e Carajás. Já somou 30 pontos. Era preciso só 25. Outros clubes não se manifestaram, pois a assessoria jurídica foi colocada na marra pela Federação. O Congresso Técnico é dos  clubes e não da Federação", disparou Ricardo. Eles inventaram mediação para o que eles acham que tenha que ser votado. Não poderia aceitar essa proposta".

A reportagem apurou que há divergências entre os 10 clubes que realizam o Congresso Técnico. Oito agremiações, liderados pelo Paysandu, argumentam que a saída mais viável é o encerramento da competição de forma imediata diante da impossibilidade de prever datas para o restante da competição em função da pandemia do novo coronavírus. Na hipótese de conclusão prematura do campeonato, a tendência é que o Paysandu seja proclamado campeão pelo fato dos bicolores lideraram a classificação geral do Parazão, neste momento.

Outros dois clubes, casos de Clube do Remo e Bragantino, apoiam a sequência da competição. Segundo eles, é necessário aguardar um posicionamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que pode disponibilizar datas no decorrer do segundo semestre. Foram disputados cerca de 80% da competição. Restavam duas rodadas da fase classificatória, além das semifinais, disputa de terceiro lugar e a final do campeonato.

Ricardo Gluck Paul considerou o assunto uma manobra para beneficiar um clube não explicitado, mas que provavelmente, o dirigente se refere ao Remo. "Vivemos uma vergonha. A Federação escolheu o que seria votado ou não. Ela simplesmente tirou dos clubes o direito de votar. Perdemos duas horas e meia em reunião em vão. A Federação sequer tem direito a voto. Ao perceber que perderam, porque o congresso técnico adiantou e declarou o Paysandu campeão, prolongaram a reunião de forma vergonhosa sem a finalização da votação. A Federação terá que se responsabilizar pelos prejuízos". 

Gluck Paul também acusou a Federação de fazer terrorismo com os clubes de menor porte. "Ligaram falando que eles teriam que devolver o dinheiro. Isso é vergonhoso", disse, referindo-se ao adiantamento da cota de patrocínio do Governo do Pará.

A reportagem tenta contato com o Clube do Remo e com a FPF. 

 

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