Thalyson estreia no Re-Pa e valoriza aprendizado no retorno ao Paysandu
Atacante de 19 anos entrou no clássico pelo Parazão, falou sobre a experiência após Copinha e período de testes no Palmeiras e projeta sequência com Júnior Rocha
Thalyson viveu no último domingo um daqueles momentos que costumam marcar o início de uma trajetória no futebol profissional. Aos 19 anos, o atacante formado nas categorias de base do Paysandu foi acionado aos 34 minutos do segundo tempo do clássico Re-Pa, pelo Campeonato Paraense, e estreou em um dos jogos de maior pressão do futebol brasileiro. Em campo, segundo ele próprio, o peso do clássico ficou mais no início do que durante a participação no confronto.
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“Sou um cara tranquilo, já me acostumei com esse tipo de situação. O nervosismo ficou no começo. Quando entrei, procurei fazer o que o professor pediu: marcar bem e aproveitar os contra-ataques. Nos momentos em que peguei na bola, tentei ir pra cima. Clássico é algo sem palavras, todo mundo quer jogar. Fiquei muito feliz por ter essa oportunidade e sei que ainda posso evoluir muito mais.”
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A partida marcou o retorno do jovem ao elenco bicolor após um início de ano movimentado. Thalyson foi emprestado ao Votuporanguense para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior e, no período, também passou por avaliações no Palmeiras. O clube paulista chegou a apresentar uma proposta de R$ 900 mil pelo atleta, recusada pela diretoria do Paysandu.
“A Copinha é uma competição grande, que sempre sonhei em jogar. Fui muito bem acolhido, tive todo o suporte e sou grato por essa oportunidade. Foi uma experiência muito boa, jogando com atletas de qualidade. No Palmeiras foi parecido: pessoas boas, que me acolheram e me motivaram. É um clube grande, de Série A, onde muitos sonham em estar. Agora é focar totalmente no Paysandu e seguir firme na temporada.”
Sem ter participado da pré-temporada com o grupo principal, Thalyson passa agora por um processo de adaptação ao modelo de jogo implementado pelo técnico Júnior Rocha, que tem apostado em jovens formados no clube. O atacante destacou o diálogo constante com o treinador e a atenção dada aos atletas da base.
“O Júnior Rocha conversa bastante com os meninos da base. Desde que cheguei, tenho aprendido muito. Ele me explica as funções, o modelo de jogo e o que espera de mim. É um técnico que veio para somar, tem um trabalho muito bom. Espero aprender cada vez mais e ajudar a equipe.”
A próxima oportunidade pode vir já nesta quarta-feira (11), quando o Paysandu enfrenta o Cametá, às 20h, no Parque do Bacurau, pelo Parazão. Mesmo com pouco tempo de preparação, o jovem garante foco total na sequência da competição.
“Tivemos poucos dias de treino, mas trabalhamos bem focados e concentrados. Estudamos bastante o adversário. Sabemos que não vai ser fácil, a torcida lá é complicada, mas esperamos fazer uma boa partida e buscar os três pontos.”
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