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O que muda no vôlei? Superliga adota novas regras para 2026/27

Mudança já vale na temporada 2026/27 e faz parte de adaptações propostas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB)

Hannah Franco

A Superliga de Vôlei 2026/27 terá mudanças nas regras de jogo. Entre as novidades está o aumento do número de substituições permitidas por set, que passa de seis para oito.

A alteração foi apresentada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aos clubes da Superliga Masculina nesta quinta-feira (13). Durante o encontro, Rogério Espicalsky, presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV), explicou as novas orientações aos representantes das equipes.

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Além das substituições, a arbitragem terá uma atuação mais rigorosa em determinados lances, principalmente em conduções e ataques irregulares. As mudanças seguem adaptações propostas pela Federação Internacional de Voleibol para a temporada de 2026.

O que muda no vôlei?

Oito substituições por set - A principal novidade para a Superliga é o aumento do limite de substituições. Cada equipe poderá realizar até oito trocas por set, contra seis permitidas anteriormente.

Mais rigor em ataques e conduções - A arbitragem também deverá observar com mais atenção os contatos de ataque. Movimentos em que a bola seja segurada, conduzida ou empurrada não serão permitidos. O chamado tip, toque rápido e breve na bola, continua permitido. Já ações com mudança de direção, uso das duas mãos ou tentativa de tirar a bola do bloqueio com a mão aberta poderão ser consideradas irregulares.

Toque duplo no levantamento - O toque duplo durante o levantamento, no segundo contato da equipe, continua permitido quando a bola permanece no mesmo lado da quadra. Nesse ponto, não haverá mudança na regra.

Posicionamento da equipe no saque - Os jogadores da equipe que recebe o saque deverão estar na ordem correta no momento do apito do árbitro. Porém, poderão iniciar seus movimentos assim que o sacador começar a ação do saque.

Bola no teto - Caso a bola toque uma estrutura acima da área de jogo no primeiro ou segundo contato e permaneça jogável no mesmo lado da quadra, o rali continuará. Se o contato fizer a bola retornar para o lado adversário, será marcada falta. Já toques na spider cam ou em câmera de grua dentro da área de jogo continuam resultando na repetição do ponto.

Mudanças no desafio de vídeo - As equipes também poderão sinalizar, durante o rali, uma jogada que pretendem contestar posteriormente. Se perderem o ponto, poderão escolher apenas uma das ações previamente marcadas para solicitar o challenge. Toques na recepção do saque e em ações defensivas também passam a fazer parte das situações analisadas pelo desafio de vídeo, desde que exista uma evidência clara nas imagens.

Menos interrupções - Após o resultado de um challenge, a equipe que solicitou a revisão não poderá pedir tempo técnico antes do próximo rali. A restrição não vale para o adversário.

Apito em situações claras - Os árbitros não precisarão utilizar o apito quando a bola cair claramente dentro ou fora da quadra, quando o saque não ultrapassar a rede ou quando houver um toque evidente no bloqueio que mande a bola diretamente para fora.

Comunicação entre técnico e árbitro - O treinador poderá se aproximar do primeiro árbitro para esclarecer qual challenge pretende solicitar ou entender melhor uma decisão da arbitragem. Reclamações e protestos continuam proibidos.

Novo protocolo de aquecimento - O aquecimento também terá uma alteração. Será incluído um período específico de 90 segundos para o saque. A equipe A utilizará a quadra nesse intervalo e, depois, será a vez da equipe B. A mudança tem como objetivo aumentar a segurança dos jogadores durante a preparação para as partidas.

Mudanças seguem padrão internacional - As novas orientações fazem parte de um conjunto de alterações propostas pela FIVB para 2026. A implementação na Superliga busca aproximar o regulamento nacional das adaptações adotadas internacionalmente.

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