14% dos brasileiros não vão torcer pelo Brasil na Copa; veja para quem vai a torcida
Pesquisa da AtlasIntel mostra rejeição maior no Centro-Oeste e aponta Argentina como principal escolha de quem não apoiará a Seleção Brasileira na Copa de 2026
A proximidade da Copa do Mundo de 2026 costuma mobilizar torcedores em todo o país, mas uma parcela dos brasileiros pretende seguir na direção oposta. Pesquisa da AtlasIntel revela que 14,2% da população não vão torcer pela Seleção Brasileira durante o mundial.
O levantamento foi realizado entre 27 de abril e 8 de maio de 2026 e mostra que o distanciamento em relação à equipe nacional varia conforme região, faixa etária, escolaridade e renda. Os dados indicam diferenças significativas no comportamento do torcedor brasileiro às vésperas do torneio.
A maior rejeição à Seleção aparece no Centro-Oeste, onde 45,3% dos entrevistados afirmaram que não vão apoiar o Brasil na Copa. Em seguida aparece a região Sul, com 22% de respostas negativas. Já Norte e Nordeste registram os menores índices de rejeição, com 6,1% e 7,6%, respectivamente.
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Geração X e pessoas com Ensino Médio lideram rejeição
Os recortes demográficos e socioeconômicos ajudam a traçar o perfil dos brasileiros que não pretendem torcer pela Seleção Brasileira.
Entre as gerações, a Geração X apresenta o maior índice de rejeição, com 18,4%. Já a Geração Z é a que demonstra maior identificação com a equipe nacional, registrando apenas 6,2% de respostas negativas.
Na análise por escolaridade, brasileiros com Ensino Médio completo concentram o maior percentual de distanciamento da Seleção, com 19,3%.
O levantamento também aponta maior rejeição nas faixas extremas de renda:
- 21,3% entre quem recebe até dois salários mínimos;
- 17,4% entre os entrevistados com renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
Argentina lidera preferência entre quem não torce pelo Brasil
A pesquisa também identificou quais seleções recebem o apoio de brasileiros que decidiram não torcer pelo time comandado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A Argentina aparece como principal escolha, citada por 38,1% dos entrevistados. O índice coloca os atuais rivais sul-americanos à frente de seleções tradicionais da Europa e de equipes consideradas populares entre os jovens.
A Coreia do Sul ocupa a segunda posição, com 15,7% da preferência. O apoio à seleção asiática é mais forte entre mulheres — 28,8% delas afirmaram preferir os coreanos — e também entre integrantes da Geração X, grupo em que o índice chega a 34,3%.
Portugal fecha o top 3, com 9% das respostas.
Portugal domina preferência no Norte do país
A análise regional da AtlasIntel mostrou ainda comportamentos específicos em algumas regiões do país.
Apesar de registrar o menor índice de rejeição à Seleção Brasileira, o Norte apresentou um dado isolado: entre os entrevistados da região que não vão torcer pelo Brasil, 98,4% afirmaram preferir Portugal.
No Centro-Oeste, onde a rejeição à Seleção é a maior do país, a Argentina domina amplamente a preferência. Segundo a pesquisa, 89% dos entrevistados da região que não apoiarão o Brasil vão torcer pelos argentinos.
Os dados apontam uma mudança no perfil de parte da torcida brasileira e indicam diferentes níveis de conexão entre o público e a Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo de 2026.
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