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Arraial de delícias! Conheça mais sobre a tradição das comídas típicas

Festividades do período junino são realizadas desde as sociedades antigas. Saiba mais sobre a história e aprenda a montar uma mesa com itens que você tem em casa.

Festa junina em casa
Alessandra Lima, autora do perfil Égua do Apê, dá dicas de decoração e mesa posta para o período junino

Saudades das festas juninas que a gente não viveu. Calma, hoje, Dia de São João, trazemos dicas de como fazer uma festa temática em casa e receitas para não deixar de sentir o sabor da culinária do período. Formada em Química, Alessandra Lima começou a tomar gosto por decoração e montagem de mesas temáticas quando casou e passou a ter a própria casa, mas foi influenciada pela mãe, que gostava de decorar o ambiente em momentos especiais. O hobby de Alessandra atraiu mais de 15 mil pessoas para o seu Instagram (@eguadoape), no qual toda semana ela apresenta uma mesa temática e a decoração do ambiente. 

Especialmente para o jornal O Liberal, Alessandra preparou uma mesa junina com comidas típicas e detalhes que fazem diferença na decoração. Ela lembra que não há necessidade de comprar elementos decorativos para cada ocasião, mas que se deve optar por elementos-chave. “Normalmente as pessoas acham que precisa ter um acervo grande. Na verdade, é preciso ter peças coringas, uma louça branca ou transparente, que serão utilizadas em várias ocasiões, artigos decorativos que já foram utilizados no ano anterior, tudo a gente pode reaproveitar e usar a criatividade”, comenta Alessandra.

Velas e reaproveitamento de materiais dão um charme a mais na decoração (Igor Mota)

Como já está acostumada a montar mesas e decorar a casa, ela não planeja muita coisa, começa a fazer com o que tem. O porta-pratos, por exemplo, ela incrementou com bandeirinhas coloridas, assim como adaptou uma jarra para um porta-talher. “Coloquei arroz dentro para segurar os garfos e colheres e utilizei uma garrafa de suco, que compramos no supermercado, como artigo decorativo; coloquei milho dentro, enfeitei com fitinhas e pronto, já é algo novo e diferente na decoração”, completa Alessandra.
Para quem não tem muito espaço mas não quer deixar passar certas datas, Alessandra lembra que há empresas que alugam louças e objetos decorativos. Além disso, toalhas de mesa fazem a diferença e velas sempre são bem-vindas, dando um toque especial na decoração. 

“Montar uma mesa em casa ganhou muitos adeptos, principalmente com a pandemia. Tenho certeza que a opção de realizar eventos menores, receber em casa, é algo que veio para ficar”.

O mingau de milho é um dos pratos típicos presentes nas mesas juninas do Brasil (Igor Mota)

Receita do mingau de milho
Antes de começar o preparo, o milho deve ficar de molho de um dia para o outro. 

Ingredientes:
500g de milho branco
2 colheres de sopa de amido de milho
3 colheres de sopa de açúcar
2 colheres pequenas de sal
1 colher de sopa de margarina
50g de coco ralado
200ml de leite de coco
300g de leite condensado
1 litro e meio de leite 
3 litros de água

Modo de preparo:
Cozinhe o milho de 40 minutos a uma hora, até ficar macio. Separe a água do milho e adicione o leite, a margarina, o leite de coco, coco ralado, amido de milho e espere o caldo engrossar. Quando estiver no ponto, adicione o leite condensado e misture. Mais dez minutos, e pronto. O mingau pode ser servido.

Brigadeiro de milho sem açúcar é opção para quem não quer sair da dieta (Arquivo pessoal)

Tradição das comidas típicas

Antes de chegar ao prato, um pouco de história

As festividades do período junino, antes de entrar para o calendário cristão católico, já ocorriam nas sociedades antigas, como as dos celtas e dos egípcios. Eles acreditavam que era o momento de evocar os deuses para que fossem presenteados com uma boa colheita. Era o mês da fartura. 

No Brasil, as festas juninas chegaram com a colonização mas ganharam maior notoriedade a partir do século XIX, quando se percebe a fusão da cultura lusitana com a cultura nativa, no vestuário, nas danças, nos eventos sociais, e na culinária, por exemplo.

Hoje, as festas juninas são muito esperadas no país, não pela celebração, mas muito por conta das comidas típicas. Mingau de milho, bolo podre, bolo de macaxeira, pamonha, pé de moleque, paçoca, cocada, são fáceis de serem encontrados neste período do ano em todo o território nacional. Já no Pará, a culinária ganha um toque especial com as comidas típicas da região, que tiveram grande influência indígena e africana, como a maniçoba e o tacacá. 

Receita do Brigadeiro de milho sem açúcar

Ingredientes do leite condensado
1 xícara de água morna
4 xícaras de leite de coco em pó
4 colheres de xilitol
1 lata de milho

Modo de preparo:
Bata no liquidificador por cinco minutos os ingredientes do leite condensado. Acrescente o milho e misture até ficar uma massa homogênea. Em seguida, despeje o conteúdo do liquidificador em uma panela, ligue o fogo médio e mexa sem parar. Em até dez minutos, a massa começa a desgrudar da panela e já pode ser consumido como brigadeiro de colher. Se quiser fazer no formato de forminha, deixe na geladeira até endurecer um pouco mais. Para finalizar, consuma com uma pitada de canela. 

Milho é protagonista entre os ingredientes das comidas típicas

Ainda no período colonial, as comidas em Portugal tinham em sua base o trigo e cerais. Ao chegarem no Brasil, os colonizadores tiveram de se adaptar com o clima e com alimentos provenientes da agricultura sulamericana. O milho já era cultivado no continente americano e aqui no Brasil, pelos indígenas, e acabou se tornando protagonista na culinária brasileira, principalmente no mês de junho.

“Aqui o milho era mais usual e o tempo de colheita coincidia com o período de comemorações, plantava-se em março para que houvesse a colheita em junho e as festas juninas ocorriam inicialmente nesse contexto. Por isso, as comidas são elaboradas com milho, um dos alimentos da época e que havia em ‘abundância’”, destaca a professora Sidiana Macêdo, que é pesquisadora da UFPA e historiadora de alimentação.

Arraial de rua em Belém, com Boi-Bumbá, que fez a alegria do povo no ano de 1920 (A Semana / Revista illustrada 1920/ Oliveira, Alfredo)

A palavra “milho” significa “sustento da vida”, pois era a alimentação básica de várias civilizações como a dos Olmecas, Maias, Astecas e Incas, que reverenciavam o cereal. Em Belém, segundo o memorialista Alfredo Oliveira, citado por Sidiana, "as cuias de mingau e tacacá e as jarras de aluá surgiam nas portas das casas. O aluá era o refresco gostoso feito de milho, pão  ou abacaxi, depois de fermentado durante dias no pote de barro, que as famílias guardavam especialmente para tal fim". No arraial, havia mingau, o tacacá e o aluá.

Hoje, o item é base para quase todos os alimentos consumidos nas festas juninas: milho cozido, canjica, pipoca, bolo de milho, bolo de fubá, pamonha, polenta, cuscuz, mingau. A produção brasileira do grão é a terceira maior do mundo, e é plantado entre setembro e novembro, e colhido durante os meses de junho e julho (inverno no sul e sudeste) em grande parte das fazendas produtoras do Brasil. 

Katya Cunha dá a receita de um bolo de milho com goiabada (Arquivo pessoal)

Receita de bolo de milho com goiabada
(Por Katya Cunha)

Ingredientes:
1 xic. de chá de manteiga
2 xic. de açúcar
5 ovos 
2 xic. de flocão
1 xic. de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó 
1 xic. de chá de goiabada em cubos pequeno
Margarina e trigo p untar a forma

Modo de preparo
Na batedeira, a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Acrescente os ovos um a um, batendo. Adicione o flocão, a farinha de trigo, o fermento em pó e bata para encorpar. Coloque em uma forma de buraco no meio de 24 cm de diâmetro untada e enfarinhado. Espalhe a goiabada em cubos. Leve ao forno médio, pré-aquecido, por 30 minutos ou até dourar levemente. Espere amornar e desenforme. Se quiser polvilhe açúcar e canela misturados. Sirva em seguida.

 

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