Como usar o LinkedIn para conseguir emprego? Veja dicas para se destacar na plataforma
Levantamento aponta que a rede registra cerca de seis contratações por minuto no mundo
Mais da metade dos brasileiros utiliza o LinkedIn para buscar oportunidades de trabalho e 38% dos usuários já conseguiram emprego por meio da plataforma. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Opinion Box, empresa brasileira especializada em pesquisas de mercado e comportamento do consumidor, em parceria com o newscast de marketing M15. O levantamento reforça o crescimento da rede social profissional como ferramenta de recrutamento, networking e construção de reputação no mercado de trabalho.
Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros usam o LinkedIn para procurar vagas, enquanto 83% dos usuários já estão empregados e utilizam a plataforma para acompanhar tendências, ampliar conexões e fortalecer a presença profissional no ambiente digital. O estudo também aponta que 31% dos entrevistados acessam a rede pelo menos uma vez por semana e 22% utilizam a plataforma diariamente.
O LinkedIn também vem ampliando sua presença no Brasil. Atualmente, a rede soma mais de 83 milhões de usuários brasileiros, o que coloca o país como o terceiro maior mercado da plataforma no mundo. Globalmente, a empresa ultrapassa 1,2 bilhão de membros cadastrados.
Outro dado que chama atenção é o peso da plataforma nos processos seletivos. Segundo pesquisas da DemandSage, empresa internacional de análise de dados e estatísticas sobre tecnologia, marketing e plataformas digitais, o LinkedIn registra cerca de seis contratações por minuto no mundo e mais de 61 milhões de usuários procuram emprego semanalmente pela rede.
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Rede social e mercado de trabalho
Os números acompanham as transformações do mercado de trabalho. Relatório de tendências do LinkedIn aponta que, apesar da desaceleração nas contratações no Brasil, alguns setores vêm apresentando recuperação, especialmente nas áreas de tecnologia, serviços profissionais e serviços financeiros. O estudo também destaca um crescimento de 6% na mobilidade interna das empresas, movimento em que profissionais são realocados dentro das próprias organizações.
Além da busca por emprego, o LinkedIn tem sido utilizado como espaço de networking e produção de conteúdo profissional. A pesquisa da Opinion Box mostra que 44% dos usuários aceitam convites de pessoas que não conhecem pessoalmente, desde que atuem na mesma área profissional. Já 30% afirmam enviar conexões estratégicas para profissionais do mesmo segmento.
O consumo de conteúdo também cresceu. Cerca de 67% dos usuários acompanham publicações de profissionais da própria área e 58% seguem conteúdos de empresas. Ainda de acordo com o estudo, 31% dos entrevistados já contrataram serviços ou empresas encontrados na plataforma.
Como se destacar?
Apesar do aumento da relevância da rede, especialistas apontam que apenas criar um perfil não é suficiente para atrair oportunidades. Para a psicóloga corporativa Renata Dolzane, o diferencial está na forma como o profissional constrói sua presença digital.
“Na prática, o que realmente chama atenção é um perfil claro, objetivo e estratégico. Um bom título profissional, que vá além do cargo e mostre o que a pessoa entrega, já faz muita diferença”, afirma.
Segundo a especialista, algumas informações são indispensáveis para aumentar as chances de recrutadores encontrarem o candidato. “Um resumo bem estruturado, experiências com descrição de resultados e competências atualizadas são fundamentais. O perfil precisa mostrar não só o que a pessoa fez, mas principalmente o impacto que gerou”, explica.
Renata também destaca a importância das palavras-chave relacionadas à profissão. De acordo com ela, o LinkedIn funciona como um mecanismo de busca e utiliza termos estratégicos para conectar recrutadores e candidatos.
“Quando o perfil está alinhado com os termos que recrutadores utilizam, as chances de aparecer nas buscas aumentam significativamente. É importante pensar estrategicamente quais palavras representam a área, as habilidades e o posicionamento profissional da pessoa”, diz.
Ferramentas como o selo “Open to Work”, além da interação em publicações e do networking, também podem ampliar a visibilidade dos profissionais dentro da plataforma. “O ‘Open to Work’ sinaliza diretamente que a pessoa está disponível para oportunidades. Já interagir com conteúdos demonstra posicionamento e engajamento profissional. Muitas vagas surgem por conexão e relacionamento, não apenas por candidatura”, afirma a psicóloga.
Entre os erros mais comuns cometidos pelos usuários, Renata cita perfis incompletos, descrições genéricas e falta de atualização. “Também vejo muita gente sem foto ou utilizando imagens pouco profissionais. Outro ponto é a ausência de estratégia no uso da plataforma. Não interagir e não construir networking acaba limitando muito as oportunidades”, conclui.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
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