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Paraenses terão canal para denunciar irregularidades eleitorais a partir desta quarta (12); veja

Canal pelo WhatsApp terá atendimento 24 horas nas semanas que antecedem o pleito

O Liberal
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A população terá, a partir da próxima quarta-feira (12), um novo canal para comunicar possíveis irregularidades durante o período das Eleições de 2026. O Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral no Pará será inaugurado às 10h, na sede do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no bairro do Marco, em Belém, e começará a receber denúncias pelo WhatsApp (91) 3347-9809.

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O trabalho terá uma equipe de voluntários responsável pelo recebimento, triagem e checagem inicial das informações antes do encaminhamento aos órgãos responsáveis pela apuração.

A iniciativa é realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no Pará (CNBB Norte 2), pela Rede Caritas, pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e pelo Ministério Público do Pará (MPPA).

Segundo Cristiane Araújo, secretária executiva do Regional Norte 2, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CBNN), o atendimento será ampliado conforme a proximidade das eleições. Inicialmente, os voluntários atuarão durante o horário comercial. Duas semanas antes do pleito, durante a votação e até o segundo turno, caso ocorra, o canal funcionará 24 horas.

A representante explica que o sistema desenvolvido pelo Ministério Público do Pará permitirá que os cidadãos encaminhem diferentes tipos de conteúdo pelo WhatsApp. Além de mensagens de texto, será possível enviar áudios e imagens que possam auxiliar na análise das informações recebidas.

“É garantido o sigilo e o anonimato de quem fizer as denúncias”, afirmoU.

As mensagens serão recebidas em uma sala reservada dentro da sede do Regional Norte 2 da CNBB. Os voluntários farão a primeira análise dos relatos e, após a filtragem e a checagem das informações, os casos serão encaminhados ao Ministério Público do Pará.

O que poderá ser denunciado?

O canal receberá relatos sobre diferentes situações que possam configurar irregularidades eleitorais. Entre elas estão compra de votos, propaganda eleitoral irregular, boca de urna, uso indevido dos meios de comunicação, coação ou intimidação de eleitores, abuso do poder político e econômico, além de possíveis fraudes no processo de votação.

Também poderão ser comunicados casos relacionados à desinformação e às chamadas fake news durante o período eleitoral.

De acordo com Cristiane Araújo, a proposta é permitir que o eleitor comunique situações que considere irregulares e que essas informações sejam submetidas a uma análise antes de serem encaminhadas ao Ministério Público.

“Todas as denúncias serão encaminhadas ao Ministério Público do Pará através da filtragem e checagem pelos voluntários que estarão trabalhando no Comitê de Combate à Corrupção”, explicou.

O trabalho dos voluntários não substitui a atuação das autoridades responsáveis pela investigação. A função do comitê será receber as informações, fazer a triagem inicial e encaminhar os relatos aos órgãos competentes.

Divulgação em comunidades

A iniciativa também prevê uma estratégia de divulgação para ampliar o conhecimento da população sobre o canal. As instituições participantes deverão utilizar os próprios meios de comunicação para divulgar o serviço e orientar os eleitores sobre o funcionamento do comitê.

A divulgação também será realizada por meio da imprensa e de atividades de formação, cursos e encontros promovidos pelas instituições parceiras.

Outra ação prevista é a utilização de cartazes no formato conhecido como “lambe-lambe”. Inicialmente, a divulgação deverá ocorrer em Belém, com previsão de expansão para outros municípios paraenses, entre eles Marabá.

Segundo Cristiane Araújo, a comunicação será realizada de forma conjunta entre a CNBB no Pará, o Ministério Público do Pará e as demais instituições envolvidas no projeto.

A iniciativa também prevê atividades educativas e debates relacionados à defesa da Amazônia, dos territórios indígenas e das comunidades quilombolas no Pará.

Atendimento será ampliado antes das eleições

Na primeira etapa de funcionamento, os voluntários estarão disponíveis durante o horário comercial. O atendimento em tempo integral está previsto para começar duas semanas antes do primeiro turno.

O esquema de 24 horas permanecerá durante o período de votação e, caso haja segundo turno, continuará até o encerramento dessa etapa das eleições.

A estrutura será mantida em uma sala específica dentro da sede do Regional Norte 2 da CNBB, onde os voluntários receberão as informações enviadas pelo WhatsApp.

A organização afirma que o sigilo e o anonimato dos denunciantes serão preservados durante o processo de recebimento e encaminhamento dos relatos.

Aplicativo Pardal também receberá denúncias

Os eleitores terão também  à disposição o Pardal Móvel, aplicativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral para o recebimento de denúncias relacionadas às eleições.

A ferramenta começará a receber registros a partir de 16 de agosto, data de início oficial da propaganda eleitoral. O sistema foi regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio da Portaria nº 451/2026.

Para utilizar o aplicativo, o eleitor deverá fazer autenticação por meio do e-Título ou da conta Gov.br. Segundo as regras da ferramenta, a identidade do cidadão é mantida sob sigilo.

Antes da conclusão do registro, o aplicativo apresenta orientações sobre condutas permitidas e proibidas pela legislação eleitoral. O objetivo é auxiliar o usuário na identificação de situações que podem ser comunicadas à Justiça Eleitoral.

O Pardal permite o envio de diferentes tipos de arquivos para complementar os relatos, incluindo fotos, áudios, vídeos e links.

As informações passam por uma triagem automatizada. Casos relacionados à desinformação são encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Já as denúncias que podem configurar crimes eleitorais seguem para análise e apuração do Ministério Público Eleitoral.

 

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