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RETOMADA

Verão: Lojistas abrem vagas de emprego com otimismo do mercado no Pará

Férias e alta na intenção de compras das famílias animam o centro comercial de Belém

O Liberal

12 de julho de 2022 às 13:19

Moda praia tem se destacado nas vendas. Lojistas apostam que procura deve aumentar ao longo do mês

Moda praia tem se destacado nas vendas. Lojistas apostam que procura deve aumentar ao longo do mês ( Foto: Ivan Duarte/O Liberal )

O Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio em julho de 2022 está 5% mais elevado do que em junho e 14,5% maior do que o mesmo mês do ano passado. Outros números positivos também foram levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará, como o índice de investimento do empresário no estado, que cresceu 3,4%, e o índice de contratação de funcionários para o mês de julho, que aumentou 5,2 %.

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Além disso, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias apresentou aumento de 7,4% na intenção de compras no território paraense em relação a junho. Na comparação com julho de 2021, o aumento foi de 16,66%.

O lojista Wellington Aguiar já sente os ventos da retomada econômica pós-pandemia no estabelecimento dele, que fica no centro comercial de Belém. Especializado em modas praia, íntima e de academia, o local estava com uma boa movimentação de clientes na manhã desta terça-feira (12). E Aguiar acredita que irá melhorar ainda mais.

"Temos uma cultura forte de verão e férias. Estamos bem posicionados e o mercado está equilibrado. Acredito muito nessa retomada, pois nossa identidade comercial de moda praia, íntima e academia é anual, não fica restrita só em julho. Nossa proposta comercial é focada nisso. Ainda há um certo temor do consumidor, mas a gente acredita muito que na segunda quinzena as pessoas vão sair mais, se divertir e comprar. Estamos muito otimistas para a segunda metade do mês", diz ele, ao comentar que as vendas costumam dobrar no mês de julho, fenômeno que ele classificou como o "Natal" do segmento de moda praia.

Segundo ele, o importante é negociar bem com os fornecedores e impactar os clientes da menor maneira possível com os reajustes derivados da inflação. "E também temos uma política forte de atacado", revela. 

O empresário Wellington Aguiar conta que está otimista
O empresário Wellington Aguiar conta que está otimista (Ivan Duarte/O Liberal)

Felipe Marques trabalha há dois anos no ramo e conta que as vendas em atacado são importantes, afinal, nesta época, há um número grande de revendedores que se deslocam para as cidades do interior paraense. Na loja dele, a partir de cinco peças, os descontos já aparecem.

"Tem melhorado muito. Junho estava bem fraco, agora em julho está melhor. Estão procurando mais roupa para a praia e biquínis. Sandália também está vendendo bem. Acho que na segunda metade vai ter mais gente, mas nessa semana que passou foi muito bom. Aqui, a partir de R$13 ou R$15 reais já compra o shorts. A camisa é R$20. A gente vende com uma porcentagem baixa de lucro", revela.

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Beto César concorda. Ele trabalha há quatro anos numa loja de variedades e nota que o movimento está acima da expectativa para a primeira quinzena. "Está surpreendendo. Ainda está no início. Esperávamos o movimento a partir do dia 15. Está saindo muita moda praia, biquíni, sunga, a moda praia leve e colorida. Chapéu e boné também. Eu acredito que esse movimento deve aumentar entre os dias 15 e 20 porque nos últimos finais de semana deve ter mais gente", prevê.

Para a assessora econômica da Federação, Lúcia Andrade, os números são positivos apesar da atual situação econômica do Brasil, apesar de alguns fatores limitantes como a inflação e os juros elevados, além do nível de endividamento das famílias. 

"Esse otimismo reflete as expectativas para as vendas de julho e é influenciado pelo crescimento do volume de vendas entre janeiro e abril de 2022, que para o varejo ampliado paraense cresceu 7,2%. Mesmo com as margens de lucro ainda comprimidas e o custo do crédito alto, os comerciantes sentiram a rotatividade dos estoques melhorar no mês de junho em relação ao ano passado", avalia.

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