Acessar
Alterar Senha
Cadastro Novo

Venda de material escolar ainda não está aquecida em Belém

Lojistas esperam vender muitos produtos nas próximas semanas, mas dizem que o fluxo de clientes ainda está leve

Elisa Vaz

O movimento de vendas para a volta às aulas, marcada para agosto em boa parte das escolas paraenses, ainda não está intenso. Faltando menos de 10 dias para o fim do mês, lojistas relatam que os consumidores ainda não estão buscando os produtos, mas que isso deve acontecer em breve e que os estoques estão prontos para receber a clientela.

A reportagem entrou em contato com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para saber como estão os preços do material escolar em Belém, mas foi informada de que a pesquisa ainda está em construção. O supervisor técnico do órgão, economista Roberto Sena, adianta, no entanto, que os valores devem se manter iguais aos do início do ano e até menores que os registrados em 2021.

“Ainda não tem nada de volta às aulas nas ruas, a maioria das pessoas está no veraneio. Mas a tendência é de que os preços fiquem menores que no ano passado e permaneçam em equilíbrio com o início do ano, até porque boa parte do setor empresarial pega o estoque de janeiro e joga para venda. Não compram itens novos, com outros preços”, explica.

Ele acredita que os pais não devem gastar muito com os produtos, até porque a lista maior de material escolar é feita no início do primeiro semestre, para o ano letivo inteiro. Em agosto, os responsáveis só fazem uma reposição do que acabou, principalmente de caderno, papel, uniforme e outros complementos. A venda desses itens, segundo Sena, deve começar na primeira semana depois do fim das férias de julho.

Vendedores esperam movimento

Em uma das lojas mais populares de Belém, o movimento ainda não começou nas diversas filiais. Uma funcionária do local, que trabalha no setor financeiro e tem acompanhado a gerência desde a semana passada, Luiza Brasil, disse que os clientes devem começar a ir na loja em maior quantidade a partir da semana que vem. “Geralmente, o fluxo começa mesmo no final de julho. Acho que depois de quarta-feira vai melhorar, até porque sempre tem muito movimento no meio do ano”, afirma. A expectativa é de que a movimentação gere um aumento de 50% nas vendas.

Na loja existem diversos setores, desde decoração até informática e papelaria. O que os funcionários mais vendem são cadernos, segundo Luiza, além de lápis, canetas e outras coisas menores que os pais precisam repor na metade do ano. “Antes da pandemia, o fluxo era muito alto, agora as pessoas estão economizando mais, vindo por partes, não tem aquela multidão toda na loja. Vamos ver agora como vai ser. De qualquer forma, a empresa tem suprimentos para atender os clientes”.

Outro empreendimento que fica no centro comercial de Belém também ainda não tem fluxo intenso de consumidores. O proprietário, Oscar Quaresma, diz que o movimento está se iniciando, mas ainda não foi estabelecido – nesta época de volta às aulas, a expectativa é de que a empresa tenha incremento de 20% a 30% em relação ao que foi registrado em 2021.

“Neste período, o que mais vende são artigos escolares como papéis, escrita, caderno e outros. A expectativa é de que, no curto prazo, retorne aos padrões de 2019. A média de gasto varia. Se for período de iniciação, fica em torno de R$ 500, mas se for apenas manutenção a pessoa gasta cerca de R$ 100. Tivemos que repassar os reajustes das fábricas provocado pelos indicadores macroeconômicos: juros, inflação e falta de insumo”, relata o vendedor.

Economia
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM ECONOMIA

MAIS LIDAS EM ECONOMIA