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Saques líquidos da poupança somam R$ 12,377 bi em novembro, diz BC

Novembro foi o sétimo mês de 2021 em que os saques superaram os depósitos

Agência Estado

Os saques superaram os depósitos na poupança pelo quarto mês seguido em novembro. No mês passado, houve uma retirada líquida de R$ 12,377 bilhões nas cadernetas, informou nesta segunda-feira o Banco Central. Esse também foi o terceiro recorde negativo seguido para um determinado mês na série histórica, iniciada em 1995. Os volumes de saídas em setembro (R$ 7,719 bilhões) e outubro (R$ 7,430 bilhões) também foram inéditos para os respectivos meses.

Em novembro, os aportes na poupança somaram R$ 281,713 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 294,090 bilhões. Este movimento gerou a retirada líquida total de R$ 12,377 bilhões no mês. Considerando o rendimento de R$ 3,648 bilhões da caderneta em novembro, o saldo total das contas ficou em R$ 1,018 trilhão.

Novembro foi o sétimo mês de 2021 em que os saques superaram os depósitos na poupança. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, os brasileiros também haviam retirado recursos da caderneta. No acumulado de janeiro a novembro, a população retirou R$ 43,156 bilhões líquidos da caderneta.

Apenas entre abril a julho houve depósitos líquidos nas cadernetas, influenciados pela volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população. Os pagamentos começaram a ser feitos em 6 de abril. Desde agosto, porém, em meio à alta da inflação, a poupança voltou a registrar mais retiradas que aportes.

A poupança é remunerada atualmente pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros), hoje em 7,75% ao ano.

Na prática, a remuneração atual da poupança é de 5,425% ao ano. O porcentual não cobre necessariamente a inflação.

Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso - o que deve ocorrer a partir desta semana - a poupança passará a ser atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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Economia
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