Rosas estão 3% mais caras no Dia dos Namorados

Com preços elevados, comerciantes sentem menor movimentação na data

Redação Integrada de O Liberal

Namorados e namoradas devem gastar mais neste ano. Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que as rosas, principal item comprado no Dia dos Namorados, estão mais caras em Belém. O estudo mostrou que a unidade da flor teve um reajuste de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a custar R$ 10.

O buquê composto por seis rosas, por sua vez, está sendo vendido em valores que vão até R$ 100, enquanto o que vem com uma dúzia de rosas custa até R$ 150. Já as cestas de flores, que vêm com chocolates, frutas, animais de pelúcia e até garrafas de vinho custam, em média, R$ 300 nas lojas de Belém. Além do dinheiro gasto nos buquês, quem quiser que as floriculturas entreguem o presente na casa do companheiro terá que desembolsar entre R$ 20 e R$ 50 pela entrega, de acordo com as pesquisas do Dieese.

Legenda (Fábio Costa/ Redação Integrada de O Liberal)

Apesar do crescimento de até 7% nas vendas sugerido pelo Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), com valores mais altos que o ano passado e o movimento mais baixo, os comerciantes estão apreensivos com a data. A proprietária de uma floricultura localizada na avenida Duque de Caxias, em Belém, Laélia Yamanaka, disse que só agora o movimento está começando. "Nessa época do ano nós vendemos cerca de 10% a mais que o normal, mas, como aumentamos os preços, já que estamos comprando flores importadas, as pessoas ainda não vieram muito aqui nos últimos dias", comentou.

Segundo a empresária, quando os clientes fazem compras, os produtos que mais saem são as rosas vermelhas, vendidas em arranjos de diferentes tamanhos. O menor, com três flores, custa R$ 25; os médios, de 10 ou 12 rosas, são vendidos a R$ 90 e R$ 120, respectivamente; e o maior, com 24 flores, custa R$ 280 e ocupa quase uma mesa inteira. Uma funcionária da loja destacou que a maioria dos clientes que compram rosas vermelhas são homens, mas que a procura por parte de mulheres tem aumentado. "Acho bem legal que as mulheres também compram, seja para namorada ou até namorado", afirmou. A vendedora ainda mencionou que os clientes também levam ursos e corações de pelúcia.

O fisioterapeuta Diego Lisboa, 28, está ao lado da companheira há pelo menos seis anos e já fez o pedido mais importante do casal: estão noivos. Para celebrar a união no Dia dos Namorados, optou pelo clássico e comprou um buquê médio de rosas vermelhas. "Sempre dou de presente, porque as mulheres amam, mas confesso que é mais comum em datas comemorativas", disse.

Já o engenheiro químico Caio Ferreira, 31, namora há pouco mais de nove meses, mas já deu flores para a namorada três vezes. A diferença é que, dessa vez, ele quis sair do básico. No lugar das rosas vermelhas, comprou orquídeas, que custaram R$ 75. "Já dei o buquê mais comum, mas, recentemente, ela jogou uma indireta dizendo que adora orquídeas, então resolvi agradar e mudar um pouco", contou o consumidor.

Orquídeas são opções (Fábio Costa / O Liberal)

Hospedagem

Além da compra de presentes tradicionais, como buquês, perfumes e joias, as decorações também são muito comuns nessa data, podendo ser feitas em casa ou em hotéis. Uma pesquisa do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Pará (SHRBS-PA) apontou que, no Dia dos Namorados, a procura pelos serviços de hospedagem deve ser três vezes maior de que em um dia comum. Já nos restaurantes, a data deve aumentar em até 200% o movimento em Belém. Por conta da demanda, não serão feitas reservas em restaurantes e hotéis nesse dia, de acordo com o sindicato.

Cestas

Também estão sendo vendidas as cestas de café da manhã, que incluem bolos, iogurtes, doces e chocolates. De acordo com Jéssica Leite, que trabalha com a produção de cestas deste o ano passado, a ideia surgiu para complementar a renda. Ela contou que, em dois meses, após pesquisas de mercado, planejamentos e testes, surgiu a La Cestería. Apesar de trabalhar o tempo inteiro com os serviços, Jéssica garantiu que durante as datas comemorativas a procura aumenta até dez vezes, especialmente na véspera, sendo que o Dia das Mães é o mais movimentado. Além da decoração da cesta, ela também faz homenagens, usando fotos, cartões e balões personalizado.

Economia