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Quilo do repolho teve reajuste de quase 132% em um ano

Pesquisa mostra que alta nos preços dos legumes e verduras seguem acima da inflação

O Liberal

A trajetória de alta nos preços dos legumes, verduras e hortaliças na Grande Belém não deu trégua no mês de abril, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA). Só o quilo do repolho contou com um aumento de 24,72% na comparação com o mês de março de 2022. O segundo lugar da lista ficou para a cebolinha, com o maço 14,88% mais caro. Também registraram altas acima de 10% produtos como maxixe (12,97%), beterraba (12,08%), chicória (12,05%) e a batata doce branca (11,78%).

Otávio Araújo trabalha há mais de 30 anos no Ver-O-Peso e conta que os preços altos para o consumidor são reflexo dos aumentos constantes dos fornecedores. Ele destaca que a saca da cebola está R$80 e da batata, R$200. "Sem contar o tomate e o repolho que está R$100 por caixa e a pimentinha que a caixa está R$150. O pepino e a cenoura está R$80. os clientes reclamam muito do preço que está caro. Faço cinco por R$20 para ajudar. Aumentou tudo. Antes a cebola era no máximo R$50 por caixa. Não tem jeito", lamenta ele, que é conhecido como Zorrinho.

A pesquisa do Dieese-PA também registrou aumentos no pimentão verde (8,65%), na cenoura (8,26%) e no quiabo. "Poucos produtos apresentam recuos de preços são eles, como abóbora, com queda de 3,74%, o maço da couve, 1,52% mais barato", conta Roberto Sena, supervisor técnico da entidade. Quando considerado a inflação acumulada dos 12 meses, a alta excede e muito a inflação registrada no Brasil ao longo do período, que foi de 12%. O quilo do repolho, por exemplo, escalou 131,94%. A lista continua com o chuchu (68,04%), beterraba (50,45%), batata lavada (48,34%) e batata doce branca (42,42%).

Edvan Andrade conta que nesses anos todos como feirante nunca tinha visto a inflação acelerar de maneira tão rápida. Ele tem recorrido a pacotes de R$5 com diversos legumes para driblar a sensação de carestia que aflige os clientes. Assim, eles comprar diariamente só o necessário, sem gastar grandes quantias com produtos que podem se acumular ou estragar. "E no supermercado está muito mais caro. Além da cenoura, tem a cebola, que subiu muito de preço. A gente repassa para o freguês e eles acham ruim claro. A gente ganha bem pouquinho. A estratégia é conversar e explicar. Já o tomate que estava muito caro ficou um pouco mais barato", afirma. 

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Economia
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