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Profissionais com formação técnica têm oportunidades de evolução na carreira

Maioria das empresas afirma que ter feito curso técnico é um diferencial para selecionar um jovem funcionário

Elisa Vaz

As oportunidades de evolução na carreira para os jovens são maiores com a educação profissional e técnica em relação a quem concluiu apenas o ensino médio, como mostra uma pesquisa realizada pela Fundação Roberto Marinho, Itaú Educação e Trabalho e Fundação Arymax. O estudo mostra que 60% das empresas afirmam que ter feito curso técnico é um diferencial para selecionar um jovem funcionário, inclusive.

O administrador John Pablo Pinheiro, que é também coordenador do curso superior de tecnologia em gestão de recursos humanos e logística na Universidade da Amazônia (Unama), diz que ter um curso técnico é, realmente, um diferencial no mercado. Embora alguns jovens demorem muito tempo para se conscientizarem sobre a importância do ambiente de trabalho e sobre o futuro que os espera, esta é uma jornada em que, para ingressar, ele precisa não somente estar preparado, mas consciente dos desafios que vai enfrentar. Por isso é importante que o estudante do ensino médio tenha consciência de que vai ser observado, analisado e, em alguns momentos, criticado.

"A partir do seu perfil comportamental ou, como chamamos hoje, perfil técnico dos seus saberes, ingressar em um curso técnico ainda no ensino médio é muito importante porque é uma formação de curta duração e totalmente voltada para certa atividade ou setor, e no mercado de trabalho existe um índice elevado de contratação de profissionais com ensino técnico porque as empresas precisam de mão de obra, de pessoas com conhecimentos específicos e direcionados nessas nessas organizações", avalia.

Em 42% dessas empresas, de acordo com a pesquisa, os jovens com formação técnica permanecem e evoluem de cargo e 61% delas têm, pelo menos, um gestor que já ocupou cargo técnico na companhia. Para Pinheiro, isso é a prova de que, ao entrar no mercado desde o ensino médio, o jovem garante mais rápido um espaço no mercado de trabalho, com chance de se desenvolver. Para isso, ele diz que é preciso comprometimento, perspectiva de futuro e não apenas querer uma titulação, mas realmente crescer dentro da área.

Mas o jovem não pode parar por aí, e a continuidade nos estudos é essencial para se manter em destaque na profissão, avalia John Pablo. Após um tempo, o profissional pode ir em busca da formação superior, por exemplo. Embora, no nível técnico, o trabalhador consiga ser absorvido mais rápido no mercado, o nível superior vai proporcionar novas oportunidades em processos seletivos e em provas de concurso público. Além disso, o especialista acredita que o nível superior traz um status ao profissional, e reconhecimento, já que é muito comum empresas abrirem vagas exclusivas para profissionais com formação de nível superior.

Para além dos estudos, existem outros fatores que contam na hora de criar uma carreira. Na opinião de John, o sucesso não depende somente de uma certificação, mas também de como esse profissional vai se portar e interagir com esse ambiente, seja com outras pessoas, com o mercado, com a rotina ou, principalmente, com o seu próprio desenvolvimento.

"Ser um colecionador de certificados e diplomas não garante sucesso. Hoje o mercado de trabalho analisa o perfil comportamental, as soft skills, que é o relacionamento interpessoal, inteligência emocional, como a gente convive e lida com diversas situações, o nosso próprio marketing pessoal, tudo isso faz parte desse contexto. Essas habilidades relacionais contribuem muito para um jovem, por exemplo, assumir um cargo de liderança, de gestão. O seu crescimento se dá pelas certificações, mas também pela postura, comportamento, comprometimento", diz.

Ainda em relação aos jovens, 40% das empresas consideram a contratação de pessoas com ensino médio ou técnico difícil, e 52% consideram a experiência na função como a competência mais importante na contratação. O administrador avalia que o mercado está muito exigente e se o jovem acelerar o seu processo de ingresso e for em busca de uma profissão vai iniciar a carreira muito bem. Afinal, começando no ensino médio estará dentro daquele perfil das pessoas que têm experiência, formação e que as empresas procuram.

Outro importante alerta da pesquisa é a forma das empresas chegarem aos jovens para a contratação: 45% delas dizem preferir as “indicações”; e 22% usam sites de vagas. Daí surge a importância de se ter um networking bom e de se manter atento às oportunidades pela internet. Como John Pablo lembra, a contratação pode acontecer das mais variadas formas possíveis. Para quem está em busca de emprego ou estágio, seja qual for sua experiência no mercado, é importante que fazer seus cadastros nas plataformas digitais, ter um bom comportamento nas redes sociais, ter uma conta no LinkedIn e demais aplicativos que sinalizam que esse profissional está em busca de alguma oportunidade e que ele tem um bom perfil, faz cursos, entre outras ações.

"O profissional precisa se mostrar para o mercado. Então, quando a pessoa tem um perfil interessante, aceitável, recomendado para as empresas, automaticamente as indicações acontecem porque os gestores buscam profissionais que se adequem. Infelizmente, existe uma dificuldade muito grande de encontrar um profissional adequado. Por mais que as pessoas façam curso de formação, nem sempre elas conseguem atingir esse nível de qualidade", diz.

Por outro lado, a indicação não pode ser vista como algo negativo, ruim ou, como falam popularmente, 'peixada'. "Ser indicado é muito bom, porque ninguém indica qualquer pessoa, elas são indicadas porque possuem um portfólio profissional que, com certeza, vai agregar muito à empresa. Mas, é claro, existem as particularidades de indicações, porque alguém é conhecido de alguém que possui um status maior na empresa e infelizmente acaba não desenvolvendo um trabalho bom ou permanece apadrinhado só porque conhece alguém dentro desse ambiente", alerta o profissional.

Economia
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